Interior

Feminicida alega ter matado a mãe após ser impedido de sair para comprar drogas

Alfredo passou por audiência de custódia e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva

Por Viviane Oliveira e Helio de Freitas | 05/07/2025 11:20
Feminicida alega ter matado a mãe após ser impedido de sair para comprar drogas
Momento em que o feminicida chegava na delegacia (Foto: Leandro Holsbach)

O feminicida Alfredo Henrique Oruê dos Santos, de 21 anos, confessou ter matado a mãe, Michelly Rios Midon Oruê, de 47 anos, após ser impedido por ela de sair de casa para comprar drogas. O crime aconteceu na noite de quinta-feira (3), em Glória de Dourados, a 282 quilômetros de Campo Grande.

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Conforme apurado pela reportagem, Alfredo passou por audiência de custódia no fim da tarde de ontem (4), e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Ele deve ser transferido para o sistema penitenciário na próxima semana.

Michelly foi esfaqueada cinco vezes, principalmente na região do pescoço. Após o assassinato, Alfredo fugiu com o carro da família e foi localizado na manhã seguinte em uma boca de fumo na região leste de Dourados. 

Segundo a Polícia Militar, ele dormia tranquilamente quando foi preso. Ao ser questionado, confessou o crime e, diante da imprensa, respondeu apenas “sim” quando perguntado se estava arrependido. O corpo da vítima foi encontrado por familiares e amigos, no quintal da residência da família, no Centro da cidade. Eles foram até o local após notarem a ausência de Michelly. O marido dela estava fora, a trabalho.

De acordo com a Polícia Civil, ao contrário do que foi divulgado por familiares, Alfredo não possui diagnóstico de esquizofrenia. Investigadores ouviram o médico que o acompanhava, e o profissional confirmou que ele não tem histórico da doença. O jovem fazia tratamento para ansiedade e depressão.

Ainda conforme apurado pela reportagem, Alfredo já tinha tentado suicídio anteriormente, no município de Sidrolândia. Também havia relatos de discussões com a mãe, motivadas pelo uso de entorpecentes. Com a morte de Michelly, Mato Grosso do Sul registra 18 casos de feminicídio em 2025.

Alfredo passou por audiência de custódia ontem e vai permanecer preso (Foto: Leandro Holsbach)

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