Interior

Depois de anos de improviso, pescadores ganham acesso público ao Rio Dourado

Rampa em Porto Cambira deve facilitar pesca esportiva, reduzir riscos e movimentar economia local

Por José Cândido | 26/01/2026 14:48
Depois de anos de improviso, pescadores ganham acesso público ao Rio Dourado
Dourados pretende integrar de forma mais estruturada o roteiro regional de pesca esportiva, atraindo visitantes e estimulando o comércio.

Durante anos, chegar com um barco até o Rio Dourado, em Porto Cambira, na BR-163, sempre foi um desafio para quem vive da pesca esportiva ou tem no rio uma das principais opções de lazer. 

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

Sem estrutura adequada, pescadores precisavam improvisar — muitas vezes juntando dinheiro em “vaquinhas” para abrir passagem, reforçar barrancos ou tentar garantir um acesso mínimo às embarcações.

Esse cenário começou a mudar neste mês, com o avanço das obras do descedor público de barcos, que entra agora em fase de concretagem e recuperação ambiental do entorno, incluindo o plantio de mudas de árvores às margens do rio.

A nova estrutura atende a uma demanda antiga da comunidade pesqueira de Dourados e Caarapó, que há anos reivindica um acesso seguro e público ao Rio Dourado — especialmente em períodos de cheia ou estiagem, quando o risco de acidentes aumenta, e ganhou participação decisiva do deputado estadual Zé Teixeira, que interferiu solicitando apoio técnico e a infraestrutura para a obra. 

Além de facilitar o embarque e desembarque de barcos, a obra deve fortalecer o turismo de pesca esportiva, atividade que movimenta pequenos comércios, oficinas, pousadas, restaurantes e prestadores de serviços da região.

Para quem frequenta o local, a mudança representa mais do que conforto. Significa segurança e dignidade.

“Antes era tudo improvisado. Cada um ajudava como podia, mas sempre havia risco. Agora a expectativa é de um acesso organizado, que atenda todo mundo”, relata um dos pescadores que acompanham a obra desde o início.

O projeto também prevê a recuperação ambiental da área, com plantio de árvores no entorno da rampa, buscando minimizar impactos e preservar as margens do rio — preocupação constante de quem depende diretamente da qualidade da água e da manutenção dos peixes.

Com a estrutura em andamento, os pescadores também avançam na organização coletiva. A categoria trabalha na formalização da Associação de Pescadores Amadores e Esportivos, o que deve facilitar a busca por parcerias, eventos e ações de preservação, além de fortalecer a atividade como alternativa de lazer e geração de renda.

A expectativa é que, com a conclusão da obra, o Rio Dourado passe a integrar de forma mais estruturada o roteiro regional de pesca esportiva, atraindo visitantes, estimulando o comércio local e consolidando um modelo em que desenvolvimento e preservação caminhem juntos.

Zé Teixeira com a muda na mão: expectativa é que a conclusão da obra consolide o Rio Dourado como um polo de desenvolvimento regional.


Veja Mais