Interior

Buscas por homem que entrou no Rio Ivinhema de caminhonete chegam ao 7° dia

Conforme o Corpo de Bombeiros, equipes de resgate atuarão em duas frentes, com paradas em pontos estratégicos

Por Clara Farias | 08/11/2026 07:52

As buscas por João Luiz dos Santos, de 56 anos, que desapareceu após entrar com uma caminhonete no Rio Ivinhema, em Angélica, a cerca de 280 quilômetros de Campo Grande, chegam ao sétimo dia neste domingo (8). O Corpo de Bombeiros mantém duas equipes na operação, que deve percorrer aproximadamente 200 quilômetros do rio.

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Ao Campo Grande News, o major Rodrigo Bueno, que coordena os trabalhos, explicou que a estratégia será semelhante à adotada no sábado (7), com paradas em pontos considerados de interesse pelos militares. Entre eles está a região da base na ponte, onde existe uma possibilidade, embora considerada pouco provável, de o corpo estar.

"Vamos parar em alguns outros pontos de interesse, como a base na ponte, porque existe a possibilidade, pouco provável, de que o corpo esteja nesses pontos. Vamos rodar cerca de 200 quilômetros, com duas equipes, uma delas em lancha e a outra em barco", afirmou.

A operação continua após a retirada da caminhonete Chevrolet S10 do rio, na manhã de sábado. Dois tratores foram utilizados para remover o veículo da água. Os bombeiros investigavam a possibilidade de João Luiz estar preso embaixo da caminhonete, mas ele não foi encontrado.

Buscas por homem que entrou no Rio Ivinhema de caminhonete chegam ao 7° dia
João Luiz dos Santos e Estela Thomazetto, que estavam na caminhonete (Foto: Reprodução)

O acidente aconteceu na noite de 1º de novembro, quando João Luiz e Estela Thomazetto, de 48 anos, entraram no Rio Ivinhema por uma rampa destinada a embarcações. O momento foi registrado por câmeras de segurança. 

Moradores que estavam nas proximidades viram quando a caminhonete entrou na água. Na gravação, é possível ouvir Estela pedindo socorro. Poucos segundos depois, o veículo desaparece no rio.

O Corpo de Bombeiros foi acionado ainda naquele domingo. As buscas foram retomadas na segunda-feira (2), quando Estela foi encontrada morta dentro da caminhonete, a cerca de seis metros de profundidade. 

O veículo estava com uma das portas abertas, indicando que João Luiz conseguiu sair, mas ele não foi localizado desde então.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Gustavo Oliveira, as hipóteses de feminicídio e suicídio foram descartadas inicialmente. A investigação aponta que o episódio foi um acidente, sem indícios de crime.

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