Interior

Baleado no pescoço e outros 6 são procurados por atentados em guerra de facções

A Polícia Civil divulgou cartaz com suspeitos, entre eles Carlos Edson Paes, alvo de ataque em setembro

Por Ana Paula Chuva | 28/10/2026 12:45
Baleado no pescoço e outros 6 são procurados por atentados em guerra de facções
Fileira de cima em ordem da esquerda para a direita: João Victor, Ismael e André. Fileira de baixo: Carlos, Rafael, José Carlos e José Edurado (Foto: Divulgação | PCMS)

Em meio à escalada de violência por conta da disputa entre as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho), em Maracaju, a 159 quilômetros de Campo Grande, a Polícia Civil divulgou cartaz com foto de 7 suspeitos de envolvimento nos casos de homicídio e tentativa na cidade.

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Um dos nomes na lista é o de Carlos Edson Paes, 29 anos. O rapaz chegou a ser alvo de tiro no pescoço em 14 de setembro deste ano. Conforme boletim de ocorrência,  mesmo ferido, ele conseguiu chegar caminhando ao Pronto-Socorro do Hospital Soriano Corrêa, mas seu estado de saúde se agravou rapidamente e ele precisou ser intubado.

Além dele também estão Ismael Mendes dos Santos, o "Japa" ou "Chaves" 21, João Victor de Jesus Ribeiro, conhecido como "Pé na Porta" ou "Visionário", 28, André da Silva Quinhones, 20, Rafael de Souza Ribeiro, o "Rafinha", 25, José Carlos da Silva Santos, vulgo "Secretário", 27, e José Eduardo da Silva, apontado pelos apelidos de "Bodão" ou "Zinho", 29. 

As forças de segurança intensificaram a busca pelo grupo após uma série de execuções, tentativas de homicídio e ataques retaliatórios registrados na cidade nos últimos meses. O caso mais recente foi registrado na noite desta terça-feira (27), na Vila Adrien. A vítima foi identificada como Érica Rocha da Silva, 29. Duas pessoas chegaram a ser presas pelo crime. 

No início de setembro, Marilei, mãe de um homem preso após gritar o nome do PCC durante um ataque a tiros contra rivais, foi executada no portão de casa no Bairro Ilha Bela I, em uma retaliação atribuída ao grupo adversário. Em outro episódio registrado no mesmo mês na Vila Juquita, Deborah Martines Escardin, de 32 anos, acabou morta a tiros e um homem de 43 anos ficou ferido em uma residência invadida por atiradores.

Em 9 de setembro, Matheus Monteiro foi morto a tiros no meio da rua no Bairro Paraguai. A esposa da vítima relatou que Matheus mantinha contato telefônico com uma pessoa desconhecida e manifestava intenção de encontrá-la pessoalmente. O rapaz era suspeito de participar do atentado contra Antônio Elias e o filho dele Daniel Antônio.

No dia 25 do mesmo mês, José Antônio Lima dos Santos Júnior, o "Chulé", foi executado com ao menos 8 tiros de pistola calibre 9 milímetros dentro do "Bar do Veinho".  Quatro dias depois, Pedro Aguilar Neto, o "Geleia", foi assassinado dentro do banheiro da casa onde morava na Vila Juquita. 

A disputa violenta também resultou no assassinato de Ray Felipe Leite Feliciano, de 18 anos, executado a facadas no interior de uma boate em Maracaju no fim de setembro. Investigação da Polícia Civil apontou que a vítima possuía ligação com o Comando Vermelho e havia chegado recentemente da região de Anastácio para tentar expandir a presença da organização criminosa na cidade, tendo a morte decretada por integrantes da facção rival.

Informações que levem à localização dos suspeitos listados no cartaz oficial podem ser repassadas anonimamente à Delegacia de Polícia Civil de Maracaju pelo telefone (67) 99663-3977.

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