Interior

Apuração sobre tráfico de drogas em presídio começou há um ano

Agente penitenciário que facilitava a entrada de drogas e celulares no presídio está entre os alvos

Guilherme Henri | 19/04/2018 11:30
Apuração sobre tráfico de drogas em presídio começou há um ano
Viatura da Polícia Federal durante cumprimento de mandados de busca nesta manhã (Foto: Divulgação/ PF)

As investigações que resultaram na operação “Ponto Cego”, deflagrada nesta quinta-feira (19) começaram há um ano, segundo a Polícia Federal. A ação investiga organização criminosa dedicada ao tráfico de drogas com ramificações dentro do Presídio de Segurança Média de Três Lagoas – a 338 quilômetros da Capital. Agente penitenciário que facilitava a entrada de drogas e celulares no presídio está entre os alvos

Segundo a PF, desde o início das investigações, em abril de 2017, foram apreendidos 260 kg de entorpecentes, além de ter sido evitada a fuga detento e a introdução de aparelho celular por agente penitenciário na unidade penal.

Desde o início das investigações foram apreendidos 260 kg de drogas (Foto: Divulgação/ PF)

Operação - Aproximadamente 60 policiais federais cumprem 10 mandados de prisão preventiva, 12 mandados de busca e apreensão e um mandado de suspensão de exercício de função pública. Cães farejadores foram usados nas buscas.

O nome da operação faz alusão ao apelido de um dos principais alvos, conhecido como “Zóio”. Conforme a PF, ele liderava a organização familiar, composta por três irmãos e seus respectivos esposas ou maridos.

Os investigados podem responder pelos crimes de tráfico de entorpecentes, associação para o tráfico, corrupção ativa, corrupção passiva e formação de organização criminosa, cujas penas somadas podem chegar a 28 anos de prisão.

Os presos serão conduzidos para a delegacia da PF em Três Lagoas, onde serão ouvidos e mantidos sob custódia. No decorrer do dia a polícia deve divulgar mais detalhes da operação.

Veja vídeo das buscas:

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