Interior

Após cinco cidades, empresa busca petróleo em Angélica e Ivinhema

Luciana Brazil | 22/04/2014 09:19
Caminhões percorrerão várias regiões do país.
Caminhões percorrerão várias regiões do país.
Base das análises estacionada em Ivinhema na tarde de ontem. (Fotos: Ivi Notícias)

A empresa ANDL Geofísica, que sonda a possível existência de petróleo e gás em várias regiões do país, chegou no último fim de semana às cidades de Ivinhema e Angélica, distantes a 282 e 263 quilômetros da Capital. A intenção é fazer um levantamento que aponte se há ou não petróleo ou gás nas cidades de Mato Grosso do Sul. A sondagem é feita em várias cidades do país, conforme a ANDL.

A empresa, que venceu a licitação da ANP (Agência Nacional de Petróleo) para realizar as análises, já percorreu cidades como Cassilândia, Três Lagoas, Chapadão do Sul, Nova Andradina e Água Clara, além da Capital.

O primeiro lugar a receber as equipes da ANDL foi Cassilândia, a 418 quilômetros de Campo Grande. À época, um dos responsáveis pelo levantamento, Paulo Dilson, afirmou que as análises teriam início pelo município por ser uma área estratégica. Segundo ele, o estudo teve início saindo de Cassilândia para os outros lugares.

As rodovias do Estado, entre elas a BR-262 e a 158, também serão analisadas. As equipes ficarão de três a quatro dias em cada cidade, tendo Cassilândia como apoio, onde será finalizado o estudo da região.

Durante a análise, máquinas trabalham simultaneamente sobre o asfalto. Uma prancha emite vibrações que captam imagens do subsolo. Um sismógrafo registrará todo o processo que será analisado por profissionais geofísicos, que avaliam o que pode haver no subsolo.

Município- Para o prefeito de Angélica, Luiz Antonio Milhorança, a descoberta de petróleo na cidade alavancaria ainda mais benefícios para o município.

“Só com a chegada de uma usina de álcool o número de habitantes dobrou. Eram seis mil e hoje já são 12 mil habitantes. A cidade está em pleno desenvolvimento”, afirmou o chefe do Executivo.

Mas apesar do crescimento que pode ser ainda maior, Luiz Antonio reclama sobre a falta de informação. Ele lamenta não ter sido avisado sobre a visita da empresa ao município.

“Acho que como chefe do Executivo, eu deveria pelo menos ser informado e, oficialmente, eu não soube de nada. Fiquei sabendo pela boca dos outros. O município, que vive do mercado agrícola e da industria do agronegócio, com a usina de álcool, poderá ter uma expansão ainda maior se houver gás ou petróleo na região”, avalia o prefeito.

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