Interior

Apesar de alegar “branco”, polícia aponta que motorista assumiu risco de matar

Ângelo matou atual da ex-mulher atropelado e feriu bebê de 2 meses, que continua em estado grave na Santa Casa

Alana Portela | 28/04/2021 11:50
Apesar de alegar “branco”, polícia aponta que motorista assumiu risco de matar
Marcas de sangue no asfalto onde o atropelamento aconteceu. (Foto: Divulgação)

Após motorista alegar que deu “branco”, a Polícia Civil concluiu que Ângelo Maria Félix, de 51 anos, assumiu o risco de matar quando entrou no carro e atropelou Wagner da Silva de Assis, 30 anos. A batida causou a morte da vítima e deixou uma bebê de 2 meses ferida, filha de Wagner.

Ângelo Maria Felix tem 51 anos. (Foto: Divulgação/PC)

“Pra Polícia Civil já está fechada a convicção, por causa da proximidade do atropelamento com as vítimas”, disse o delegado Gabriel Cardoso, responsável pelas investigações do caso.

O inquérito foi concluído em dez dias, mas ainda faltam alguns laudos periciais que devem ser enviados ao juízo. 

“Caso o promotor entenda necessário, será realizada a reprodução simulada dos fatos para constatar que o motorista tinha condições de visibilidade da via, do carrinho etc”, explicou o delegado. 

Carrinho onde o bebê de 2 meses estava ficou destruído. (Foto: Divulgação/PCMS)

Ainda conforme informações do delegado, o que pode ser questionado em juízo é se Ângelo também queria atropelar a ex- mulher que estava na calçada. 

“Entendemos que sim, nem que seja pelo dolo eventual (não queria, mas assumiu o risco). Caso não se convençam, indicamos a possibilidade da reconstituição dos fatos”, destacou. 

Caso - O crime aconteceu no dia 13 deste mês, em Rio Verde de Mato Grosso, 207 quilômetros de Campo Grande. O autor não aceitava o fim do relacionamento com a ex-companheira. 

No dia, ao ver a ex-mulher empurrando o carrinho com a bebê ao lado do atual marido, o autor jogou o carro para cima dos três, provocando o atropelamento e morte da vítima.

O carro também atingiu a criança que foi socorrida e levada em estado grave para a Santa Casa da Capital, onde deu entrada com politrauma. Desde então, ela continua internada na enfermaria pediátrica do hospital recebendo tratamento médico. Ângelo foi preso dias depois de cometer o atropelamento, após comparecer na delegacia da cidade acompanhado do advogado.

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