Interior

Ação conjunta da polícia e Receita apreende R$ 1 milhão em contrabando

Materiais ilegais e até droga estavam em esconderijo no distrito de Vila Vargas, na BR-163

Por Helio de Freitas, de Dourados | 08/08/2025 15:19
Ação conjunta da polícia e Receita apreende R$ 1 milhão em contrabando
Agente da Receita Federal em cômodo onde estavam produtos contrabandeados (Foto: Divulgação)

Produtos contrabandeados, avaliados em pelo menos R$ 1 milhão, foram apreendidos nesta quinta-feira (7) durante ação conjunta da Receita Federal e da Defron (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes de Fronteira) no município de Dourados.

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As cargas introduzidas ilegalmente no território brasileiro estavam em três depósitos no distrito de Vila Vargas.

Localizado na margem da BR-163, Vila Vargas é usado como entreposto de “muambas” trazidas de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, e depois transportadas para grandes centros brasileiros. Situação semelhante ocorre em outras cidades instaladas nas margens da rodovia no trecho entre Dourados e Campo Grande.

Entre as mercadorias contrabandeadas, os policiais e agentes da Receita Federal também apreenderam 93 quilos de maconha. Nos últimos meses, organismos de segurança que atuam no combate ao crime na linha de fronteira identificaram que contrabandistas e traficantes estão compartilhando rotas, na tentativa de reduzir prejuízos com cargas apreendidas.

De acordo com a Receita, no momento da operação não havia pessoas nos locais onde os produtos estavam armazenados, por isso ninguém foi preso.

Foram apreendidas 100 caixas de cigarros, 4 caixas de cigarros eletrônicos, a maconha e outras mercadorias introduzidas ilegalmente no país, como isqueiros, relógios, perfumes, azeite de oliva, ferragens e vestuário. Todo o material tinha como destino a cidade de São Paulo.

Os cigarros e demais mercadorias serão encaminhados ao Depósito de Mercadorias Apreendidas da Receita Federal. No final do processo, os cigarros serão destruídos e as mercadorias poderão ser leiloadas, incorporadas ao patrimônio de instituições públicas ou doadas para entidades de assistência social. A droga ficou sob custódia da Polícia Civil e também será destruída após a conclusão do inquérito.

“A atuação integrada com os demais órgãos de segurança pública que atuam na faixa de fronteira em Mato Grosso do Sul é essencial para proteger a economia nacional, garantir a segurança da sociedade e assegurar a legalidade no comércio de bens e mercadorias”, afirma a Receita Federal, em nota.

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