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"Vim pedir justiça", diz mãe de menino morto, afogado pelo próprio pai em bacia

Por ironia, mãe está grávida de 9 meses, ainda em luto por perder o filho de 2 anos assassinado

Ana Oshiro e Geisy Garnes | 25/08/2021 08:55
"Vim pedir justiça", diz mãe de menino morto, afogado pelo próprio pai em bacia
Thayelle está grávida de 9 meses e chegou ao tribunal amparada pela família. (Foto: Marcos Maluf)

"Vim para honrar a memória do meu filho e fazer justiça por ele", resume Thayelle Cristina Bogado dos Reis, de 23 anos, mãe do menino Miguel Henrique dos Santos Zenteno, de 2 anos, morto afogado pelo próprio pai e ex-companheiro da jovem, Evaldo Christyan Dias Zenteno.

Por volta das 8h45 dessa quarta-feira (25), começou o julgamento de Evaldo. Ele matou Miguel em setembro de 2019 e, na época, confessou o crime dizendo que matou o filho para se vingar de Thayelle pelo término do relacionamento deles.

Thayelle está grávida de 9 meses, do segundo filho, Ravi, fruto de um novo relacionamento. O parto está previsto para o começo de setembro. Ela veio de Aquidauana, a 135 km de Campo Grande, para acompanhar o julgamento e chegou amparada pela família, pai, mãe e irmão.

No braço, a jovem carrega homenagem para o filho morto (Foto: Marcos Maluf)

A jovem havia sido intimada para o julgamento, mas por conta da gravidez, foi dispensada e não era obrigada a acompanhar o júri. "Tá sendo muito difícil pra nós estarmos aqui, emocionalmente falando, mas estamos aqui pra pedir justiça. O mínimo que a gente espera é a pena máxima", disse abalada.

No braço, uma tatuagem marca o amor pelo primeiro filho. A homenagem traz a imagem de mãe e filho, unidos pelo abraço e pelo afeto. Junto aos traços, o nome de Miguel foi eternizado também na pele. "Tive a oportunidade de recomeçar com um novo companheiro, mas todos os dias, eu vivo pela memória e sorriso do Miguel. Ele tá vivo na gente e é assim que vou levando meus dias", finalizou Thayelle.

Evaldo e Miguel em foto publicada nas redes sociais. (Foto: Reprodução)

Acusação - Benedicto Arthur de Figueiredo, assistente de acusação e advogado que representa a família de Thayelle, espera que o Evaldo seja condenado por homicídio triplamente qualificado, já que Miguel foi morto por meio cruel, sem chances de se defender e por motivo fútil.

"É um crime terrível, em interrogatório, o réu confessou o crime. A mãe do Miguel está extremamente abalada, é um peso que ela vai levar pro resto da vida, que jamais vai sair, por isso, esperamos a condenação por homicídio triplamente qualificado".

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