TCE vistoria reparos no Los Angeles e vai testar massa asfáltica em laboratório
Técnicos analisarão amostra coletada na usina para verificar a composição; relatório deve sair em 2 semanas
O TCE-MS (Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul) vistoriou os serviços de tapa-buracos na Rua Afonso Celso, no Jardim Los Angeles, em Campo Grande, nesta quarta-feira (4), e vai analisar em laboratório a qualidade da massa asfáltica utilizada nos reparos. A amostra foi coletada na usina do Consórcio Central, também fiscalizada durante a manhã.
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O Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul vistoriou nesta quarta-feira (4) os serviços de tapa-buracos na Rua Afonso Celso, em Campo Grande, e coletou amostra da massa asfáltica na usina do Consórcio Central para análise em laboratório. A fiscalização também apontou que a usina não tem balança própria e usa a de uma empresa vizinha. Segundo a engenheira Claudeni Santana, eventuais penalidades dependem da auditoria, com prazo estimado de duas semanas. A Prefeitura foi procurada e não se manifestou.
No bairro, a equipe fez medições nos pontos preparados para receber o asfalto. Até aquele momento, o material ainda não havia sido aplicado. Por isso, não houve análise da massa no local. A reportagem também observou trabalhadores distribuídos pelas ruas Antônio Prado, Afonso Celso e Manoel Pereira de Souza, com cerca de sete pessoas em cada uma delas.
Segundo a engenheira Claudeni Simone Alves Santana, responsável técnica do Laboratório de Obras Rodoviárias do Tribunal, a fiscalização acompanha tanto a produção do material quanto a execução dos reparos. “Na engenharia de pavimentação, não adianta ter um produto bom e uma execução malfeita ou ter uma boa execução e o produto não ser bom.”
A avaliação inclui desde a fabricação da massa asfáltica até sua colocação nos buracos e a compactação. Na Rua Afonso Celso, o corte do pavimento já havia sido feito. Conforme a engenheira, as etapas seguintes incluem limpeza, pintura de ligação, espera pela cura desse produto, distribuição da massa e compactação.

A amostra recolhida na usina será encaminhada ao laboratório do Tribunal. Os técnicos vão separar o ligante asfáltico dos agregados, como pedras e areia, para verificar a proporção dos componentes utilizados na mistura. “Vamos pegar esse material pronto, separar o ligante do agregado e verificar o teor de asfalto e a quantidade de agregado separadamente”, afirmou Claudeni.
A engenheira disse que a usina é relativamente nova e apresenta boa produção, mas ressaltou que a avaliação visual precisa ser complementada pelos ensaios laboratoriais. “Para termos certeza disso, precisamos fazer esses ensaios em laboratório e verificar as quantidades e o tipo de material utilizado".
Outro ponto acompanhado é a temperatura da massa durante o transporte e a aplicação. Conforme Claudeni, o material perde calor com o passar do tempo e precisa estar na temperatura adequada para a compactação.
“É o acompanhamento da temperatura da massa que está na caçamba. À medida que o tempo passa, ela vai perdendo temperatura. Existe uma temperatura ideal para fazer a compactação”, explicou a engenheira do TCE-MS.
Conforme o Campo Grande News noticiou mais cedo, a fiscalização surpresa também identificou falhas no controle de pesagem dos caminhões na usina do Consórcio Central. O local não possui balança própria e utiliza o equipamento de uma empresa vizinha.
Claudeni afirmou que a equipe vai verificar as providências para a aquisição do equipamento. “O consórcio está usando a balança de outra empresa porque ainda não tem uma. Vamos verificar se eles vão fazer uma aquisição, se haverá um termo de referência, uma licitação, alguma coisa para adquirir a balança, porque ela tem que ficar na usina”, disse.
Sobre possíveis penalidades, a engenheira explicou que uma definição depende da conclusão da auditoria. Os resultados dos ensaios serão reunidos em relatório técnico-laboratorial e encaminhados ao auditor responsável pelo relatório final. A previsão informada por ela é de aproximadamente duas semanas para concluir o trabalho.
Outro lado – A reportagem procurou a Prefeitura para saber se já conhecia as falhas na pesagem, como comprova as quantidades de massa entregues e aplicadas e quais documentos são exigidos para autorizar os pagamentos.
Também questionou se o uso da balança vizinha está autorizado e se haverá revisão das medições e dos valores pagos. O espaço segue aberto para futuros posicionamentos da gestão.
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