Capital

Servidor denuncia secretário por assédio sexual após demissão

Fatos ocorreram entre julho de 2025 e janeiro de 2026, em Campo Grande

Por Gustavo Bonotto | 27/02/2026 20:56
Servidor denuncia secretário por assédio sexual após demissão
Fachada da 3ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande, onde o caso foi registrado. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

O secretário executivo da Juventude, Paulo Cesar Lands Filho, de 38 anos, foi acusado de assédio sexual e estupro de vulnerável contra um servidor de 22 anos. A denúncia obtida pela reportagem aponta que os fatos ocorreram entre julho de 2025 e janeiro de 2026, em ambiente de trabalho, em via urbana e na casa do investigado. O caso foi registrado na tarde desta sexta-feira (27), na 3ª Delegacia de Polícia Civil, em Campo Grande.

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Na tarde de hoje, a vítima soube que havia sido demitida. Ao buscar esclarecimentos, recebeu a informação de que o secretário apresentou reclamações sobre seu comportamento e desempenho. Diante disso, o servidor procurou a delegacia para registrar a ocorrência.

De acordo com o boletim, a vítima relatou que trabalhava sob a chefia do secretário. Ele afirmou que o superior iniciou convivência além do âmbito profissional e, em julho de 2025, ofereceu carona até a residência. Durante o trajeto pela Avenida Mato Grosso, quando estavam sozinhos no veículo, o secretário passou a mão nas partes íntimas do servidor.

Ainda segundo o boletim, a vítima afirmou que não reagiu por receio da relação de subordinação. Após o episódio, o secretário enviou mensagens com conotação sexual e insinuou relacionamento, mesmo depois de o servidor declarar que não desejava envolvimento e que é heterossexual.

O denunciante também relatou que, no ambiente de trabalho, o superior o tocava e o abraçava sem consentimento, além de fazer frases de cunho sexual. Conforme o registro, em 12 de dezembro de 2025 houve confraternização da empresa, com consumo de bebida alcoólica.

A vítima afirmou que ingeriu grande quantidade de álcool e ficou em estado de vulnerabilidade. Ao fim da festa, o secretário ofereceu nova carona. Conforme o relato, em vez de levá-lo para casa, o secretário o levou para a própria residência, onde disse morar sozinho. A vítima afirmou que teve as roupas retiradas sem consentimento. Ele declarou que não se recorda de todos os fatos porque estava muito embriagado.

O boletim aponta que, após o episódio, o secretário manteve a vítima sob vigilância no ambiente de trabalho e enviou mensagens insistentes.

O registro classifica o caso como assédio sexual e estupro de vulnerável.

Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Campo Grande informou que está apurando a situação. "Nenhuma medida precipitada será adotada e qualquer providência necessária será tomada no tempo devido, sempre em conformidade com a legislação vigente".

Paulo foi procurado, mas não respondeu às tentativas de contato. O espaço segue aberto para declarações futuras.

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