Capital

Semana começa mais tranquila em postos de saúde e rede particular

Com maior circulação de vírus, locais de atendimento enfrentaram superlotação nas últimas semanas

Por Cassia Modena e Gabi Cenciarelli | 28/04/2025 11:32
Semana começa mais tranquila em postos de saúde e rede particular
Saguão de espera da UPA Coronel Antonino (Foto: Henrique Kawaminami)

Nesta segunda-feira (28), dois dias após a Prefeitura de Campo Grande decretar situação emergencial na Saúde e liberar a vacina contra a gripe para toda a população tendo como justificativa o aumento de casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), a reportagem esteve em três locais de atendimento público e dois privados para verificar a movimentação.

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O primeiro foi a USF (Unidade de Saúde da Família) 26 de Agosto, que fica no Bairro São Francisco. Por lá, a maioria esperava de 10 a 15 minutos pela vacina.

Segundo a gerente da unidade, Brenda de Oliveira, cerca de 100 pessoas haviam sido vacinadas até as 8h30. A geladeira tem 1.280 doses no total para serem aplicadas.

A pequena Ana Flor chora ao ser vacinada, mas ficará mais protegida (Foto: Henrique Kawaminami)

Quando a campanha de vacinação começou, preocupação na USF 26 de Agosto era a baixa quantidade de crianças trazidas para tomar a vacina. Isso está melhorando, segundo Brenda.

A dentista Gabriela Alves, 33, saiu de casa na manhã chuvosa para imunizar a filha Ana Flor, 2. 

"Acho muito importante, ainda mais as crianças que vão para a escola. Elas estão tendo muitos sintomas. Vira e mexe, a minha mesmo fica gripadinha, sempre está com uma coriza, um negocinho, então acho importante para não evoluir pra um quadro pior", disse a mãe.

Lúcia tirou a máscara e foi para casa após o neto ser atendido em UPA (Foto: Henrique Kawaminami)

Pronto atendimento - Na UPA (Unidade de Pronto Atendimento), a movimentação não era grande nas primeiras horas da manhã.

Lúcia Menlak, 66, precisou ir até o local porque o neto de 2 anos tem sintomas respiratórios e apresentava febre. O atendimento foi rápido, segundo ela.

"Foi bem rápido. Na semana passada eu estive com o meu filho lá no CRS (Centro Regional de Saúde) Nova Bahia e também ele estava com muita febre. Foi atendido muito rápido. Eu não tenho nada para reclamar", relatou.

Bancos vazios na UPA Vila Almeida (Foto: Gabi Cenciarelli)

A UPA Vila Almeida estava ainda mais vazia. O saguão de espera estava com várias cadeiras disponíveis. 

Por último, o Campo Grande News passou nas unidades de pronto atendimento da Unimed e Cassems, onde longas filas também se formaram nas semanas anteriores. A movimentação também era tranquila.

Tendência de aumento - Segundo análise do último boletim InfoGripe da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), os casos de SRAG tendem a crescer nas próximas semanas em Campo Grande.

Espera tranquila na Cassems (à esquerda) e Unimed (à direita) (Fotos: Gabi Cenciarelli)

A metade do mês de abril e o mês de maio registraram o pico dessas doenças no ano passado, segundo gráfico disponível em painel da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde). 

Neste ano, o aumento dos casos é visto desde o início de abril. Apesar das oscilações ao longo das semanas, o número de registros é alto: já são 1.048, com 73 mortes confirmadas.

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