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Sem confiança no hexa, entregadores preferem faturar durante jogos do Brasil

Seleção Brasileira volta a campo nesta sexta-feira às 20h30 em busca da primeira vitória na Copa do Mundo

Por Ketlen Gomes e Inez Nazira | 19/06/2026 14:02
Sem confiança no hexa, entregadores preferem faturar durante jogos do Brasil
Motoentregadores aproveitam movimentação durante jogos para aumentar renda. (Foto: Osmar Veiga)

Os jogos do Brasil na primeira fase da Copa do Mundo 2026 estão acontecendo fora do horário comercial, no entanto, nem todos os trabalhadores estarão liberados, e alguns preferem trabalhar no momento do jogo, como é o caso de motoentregadores, que aproveitam o aumento da demanda durante as partidas.

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A seleção brasileira entra em campo nesta sexta-feira (19), às 20h30 (horário de Mato Grosso do Sul), para disputar o segundo jogo contra o Haiti. Enquanto isso, a maioria dos profissionais ouvidos pela reportagem pretende permanecer nas ruas durante o jogo, já que não está muito confiante no hexa.

Entregador acredita que o movimento na hora da partida vai ser bom (Foto: Osmar Veiga)

O entregador de aplicativo Adair de Lima Souza, de 38 anos, afirma que o movimento costuma compensar o trabalho. "Hoje eu prefiro trabalhar. Está tendo bastante procura durante o jogo, então compensa mais ficar na rua fazendo entregas. Não estou muito animado com a Copa, por isso prefiro trabalhar", disse.

A mesma percepção tem Henrique Pereira, de 46 anos. Segundo ele, as corridas aumentam durante as partidas e garantem melhor retorno financeiro.

 "Prefiro trabalhar. Está compensando mais do que assistir ao jogo e o movimento está muito bom durante a partida. Pelo iFood, vale a pena. Estou meio desanimado com a Copa por causa dos jogadores que foram convocados. Isso acabou desanimando bastante a gente", comentou.

Motoentregadores em ponto de parada em shopping da Capital, na tarde desta sexta-feira. (Foto: Osmar Veiga)

Para Alessandre Daniel, de 47 anos, que atua como entregador de aplicativo para complementar a renda, o período também é visto como uma oportunidade, principalmente diante da chuva prevista para o horario da partida. 

"Prefiro trabalhar. Compensa muito. Na verdade, essa é uma renda extra para mim e vejo como uma oportunidade. Quando chove, a galera acaba parando mais e as oportunidades aparecem. Eu acompanho os jogos, mas hoje acredito que trabalhar é melhor. Não estou desanimado com a Copa, só não estou muito confiante", afirmou.

Luis não costuma acompanhar jogos e prefere trabalhar se a demanda tiver alta (Foto: Osmar Veiga)

Entre os entrevistados, apenas Luis Henrique Guedes, de 33 anos, não relaciona a decisão ao desempenho da seleção. Ele explica que simplesmente não tem o hábito de acompanhar futebol. 

"Eu não gosto muito de assistir jogo, não. Se estiver compensando, provavelmente vou trabalhar à noite. Não estou desanimado com a Copa, é que eu não me interesso muito por futebol", relatou.

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