Capital

Ritual de celebração dos terena, dança da ema mostra resistência na COP15

Secretário-executivo do ministério, Eloy Terena, é da mesma aldeia dos jovens e assistiu à apresentação

Por Silvia Frias e Fernanda Palheta | 23/03/2026 12:15


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A dança da ema, também conhecida como bate-pau ou kohixoti-kipáe, expressa a cultura dos terena e é um símbolo de memória, resistência e identidade desse povo indígena. Hoje, foi apresentada durante a abertura oficial da COP15, evento da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre espécies migratórias, em Campo Grande.

A apresentação foi realizada por nove jovens terena da Aldeia Ipegue, de Aquidauana, localizada a 141 quilômetros de Campo Grande. Seis deles, devidamente caracterizados, fizeram a coreografia, acompanhada de pife (flauta) e tambor.

Devanilson Paz da Costa, de 27 anos, fez parte da apresentação. Para ele, havia um componente a mais de emoção: a presença de Eloy Terena, secretário-executivo do Ministério dos Povos Indígenas, sul-mato-grossense nascido na mesma aldeia. “Creio que ele também se emociona, porque ele sempre dançou também". Por conta da distância imposta entre a mesa e a imprensa, não foi possível falar com o secretário sobre dança.

O rapaz fez questão de dizer que a dança não simboliza apenas um ritual de combate. “A ema é nosso ancestral, é nosso protetor; então, muito se fala que a dança teria, na verdade, relação com a guerra, mas não, pode ser de casamento, de festa”, acrescentando que era comum que os guerreiros fossem recepcionados após a caça.

O indígena também falou da importância da presença indígena na COP15. “Nós estamos lutando no dia a dia para proteger nosso bioma, o Pantanal, que está secando”, afirmou. “Estarmos aqui é importante para lutar pelos nossos territórios.”

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