Capital

Reincidentes: polícia volta em lojas suspeitas de vender calçados falsificados

Caminhão encostou há pouco em frente a uma das lojas e agentes recolherão produtos

Por Dayene Paz, Murilo Medeiros e Bruna Marques | 22/05/2025 10:23
Reincidentes: polícia volta em lojas suspeitas de vender calçados falsificados
Agentes da polícia em uma das lojas fiscalizadas, na Dom Aquino. (Foto: Henrique Kawaminami)

A Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo) voltou a fiscalizar quatro lojas por suspeita de venda de sapatos falsificados. Os estabelecimentos, que ficam no Centro de Campo Grande, terão os produtos recolhidos e os responsáveis conduzidos à delegacia de Polícia Civil. 

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De acordo com o delegado Reginaldo Salomão, as lojas são reincidentes, sendo que já foram fiscalizadas em fevereiro deste ano, ocasião em que a polícia apreendeu mais de 30 mil pares de calçados falsificados. No entanto, os estabelecimentos continuaram com as vendas. 

"A denúncia partiu de um grupo de comerciantes, que tem documentação, recolhe imposto, registra funcionário, tudo certinho, e se sentiu prejudicado", disse Salomão. 

Fiscais na loja da Rua Barão do Rio Branco (Foto: Bruna Marques)

As lojas das Ruas 15 de Novembro, Dom Aquino, 14 de Julho e da Avenida Afonso Pena são vistoriadas. Há pouco, um caminhão encostou para apreender os produtos. O Procon, que acompanha a operação, interditará os estabelecimentos que ficam na 15 de Novembro e Afonso Pena.

Em fevereiro, o gerente de uma das lojas vistoriadas, que preferiu não dizer o nome, disse que foi contratado por alguém de São Paulo, mas nunca viu qualquer proprietário. "Os produtos já chegam contados, só para eu conferir. Eles dizem que está lançado no sistema já, tudo tabelado, não tem promoção, é só preço fixo".

O delegado Salomão explicou que essa situação se repete em todos os estabelecimentos verificados. "Essas pessoas [funcionários] não tem nenhuma segurança de trabalho, porque o que a gente apurou que são empresas de fachada, então, se ela amanhã ou depois tiver uma reclamação trabalhista nem vai achar o proprietário, que nem mora em Mato Grosso do Sul", explicou o delegado.

Fiscalização em loja da Rua 15 de Novembro (Foto: Murilo Medeiros)

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