Capital

Quase 600 pacientes aguardam atendimento com otorrino em Campo Grande

Segundo a Sesau, 598 pessoas estavam na lista de espera até 31 de janeiro deste ano

Por Cassia Modena | 07/04/2025 08:18
Quase 600 pacientes aguardam atendimento com otorrino em Campo Grande
Cirurgia otorrinolaringológica feita no Hospital Cassems, em Campo Grande; instituição não atende pacientes da rede pública (Foto: Divulgação/Cassems)

Mais uma lista de espera na Saúde de Campo Grande virou alvo do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). O órgão começou a apurar a demora nas consultas e cirurgias para crianças com otorrinolaringologista na rede pública.

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A especialidade se junta a odontologia, ortopedia e psiquiatria, por exemplo, outras com demanda reprimida identificada desde o ano passado.

Segundo informou a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) ao MPMS, havia um total de 598 pacientes esperando por consulta ou operação com otorrino até 31 de janeiro deste ano. O número inclui adultos e crianças. Um dos problemas, segundo a pasta, é a falta de especialistas na área.

O Ministério Público abriu o inquérito em 2 de abril, a partir do relato da mãe de um menino com deficiência e uma menina com dificuldade de aprendizagem. Segundo contou a mulher, a demora na cirurgia que ambos esperam está atrapalhando os estudos. 

A filha espera cirurgia de retirada das amígdalas há dois anos, enquanto o filho espera cirurgia ortopédica para corrigir pé torto, cuja demora já é apurada em outro inquérito.

Dois hospitais - De acordo com informações do MPMS, só há dois hospitais realizando consulta e cirurgia com otorrinolaringologista na Capital: o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul e o Hospital São Julião.

As instituições oferecem 36 consultas mensais pelo SUS (Sistema Único de Saúde), ainda conforme o órgão. Os dados da Sesau mostram que 87 pessoas fizeram cirurgias entre julho e dezembro de 2024, enquanto 21 faltaram no dia marcado para cirurgia.

Prazo - Para seguir com o inquérito, o Ministério Público questionou se a Sesau e a SES (Secretaria Estadual de Saúde) estão adotando alguma medida para atender a demanda reprimida, e pediu a lista atualizada de pacientes à espera.

O Hospital Regional e o São Julião também receberam ofício pedindo a relação dos nomes de quem aguarda.  

O prazo para as pastas e as instituições responderem ao MPMS é de 20 dias.

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