Capital

Quadrilha alvo de operação ostentava carros, armas e droga puríssima

Criminosos têm no máximo 30 anos e movimentaram milhões em contas bancárias

Por Kamila Alcântara e Ana Beatriz Rodrigues | 03/02/2025 17:39
Quadrilha alvo de operação ostentava carros, armas e droga puríssima
De jet-ski a Porshe, criminosos não economizavam na ostentação (Foto: Paulo Francis)

Com seis prisões e apreensão significativas, policiais da Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros) apresentaram o primeiro balanço da Operação Facilem Vitam (vida fácil), deflagrada nesta segunda-feira (3). 

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Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, 13 nos bairros Aero Rancho, Centenário, Guanandi, Los Angeles e Portal Caiobá, além de dois no município de Corumbá - a 428 km da Capital. 

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Pedro Pillar, as investigações começaram após a prisão de um dos suspeitos, no fim do ano passado. Foi necessária a quebra de sigilo bancário e análises de telefones, pois todos os envolvidos ostentavam uma vida luxuosa e não possuíam qualquer vínculo empregatício.

Armas e drogas apreendidas durante busca e apreensão (Foto: Paulo Francis)

Na ação de hoje, os policiais encontraram armas de uso restrito e de grosso calibre, como metralhadoras, submetralhadoras e fuzis, mais de R$ 20 mil em cédulas de dinheiro e cocaína do tipo "escama de peixe", considerada a mais pura e cara do mercado. 

"Um dos locais pode considerar refinaria de drogas, mais precisamente um laboratório. Tinha tudo que precisava para fabricar ou melhorar a qualidade droga, algo surpreendente. Durante a abordagem, chegamos a questionar a origem de todo dinheiro movimentado, que chegava a três milhões em dois meses, mas eles diziam ter empregos com salário mínimo", detalha o delegado.

Outro ponto que chamou a atenção da equipe policial é que todos os envolvidos têm entre 20 e 30 anos. Por fim, a investigação apontou que a quadrilha atuava em diferentes setores para lavagem do dinheiro do tráfico de drogas e armas, porém, não identificaram ligação direta com alguma facção criminosa que atua no Estado. 

Delegado responsável pela investigação, Pedro Pillar, da Garras (Foto: Paulo Francis)

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