Capital

QG na Polícia Federal “conecta” policiais pelo mundo para segurança da COP15

“Trabalhamos com essa precaução porque é um evento das Nações Unidas”, afirma delegado

Por Aline dos Santos | 23/03/2026 15:25
QG na Polícia Federal “conecta” policiais pelo mundo para segurança da COP15
Abertura da COP15 nesta segunda-feira, em Campo Grande. (Foto: Juliano Almeida)

Durante a COP15 (15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias), que acontece até domingo (dia 29) em Campo Grande, a Superintendência da PF (Polícia Federal) tem um centro para se conectar com outras forças policiais. O objetivo é comunicação rápida para neutralizar riscos. 

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“O centro é mais uma subdivisão do trabalho da Polícia Federal durante a COP. Especialmente na área de polícia internacional, com troca de informações entre os países. Com levantamento sobre pessoas que porventura possam ser suspeitas. A gente chama de Centro de Cooperação Policial Internacional temático, instalado para os grandes eventos”, afirma o delegado Guilherme Farias. 

"O centro é mais uma subdivisão do trabalho da Polícia Federal durante a COP". afirma delegado. (Foto: Osmar Veiga)

No centro de cooperação, há intercâmbio de informações estratégicas e para a coordenação entre forças de segurança nacionais e internacionais envolvidas no evento. A intenção é dar pronta resposta a eventuais situações que demandem atuação integrada, especialmente na proteção de autoridades, delegações diplomáticas e participantes do evento.

“A gente faz levantamentos preventivos, pois sempre vem informação de outros países. Trabalhamos com essa precaução porque é um evento das Nações Unidas. A gente fica muito preocupado com essas questões que acontecem pelo mundo, como as guerras. Tudo isso acaba influindo num grande evento. São 133 delegações aqui na COP. Mas, por enquanto, está tudo tranquilo”, afirma o delegado. 

Delegações de todo mundo vieram para a COP15, em Campo Grande. (Foto: Fernando Donasci/MMA)

Participam da iniciativa representantes da Polícia Federal, de forças de segurança estrangeiras e de equipes dos Centros de Cooperação Policial Internacional já estabelecidos no Rio de Janeiro e no Amazonas.

Para o evento, a PF realiza varreduras antibomba e determinou restrições ao uso de drones na área da conferência. Já a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul reforçou o atendimento emergencial, inclusive com suporte em inglês e espanhol no 190.

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) escalou cerca de 200 agentes. O efetivo inclui equipes especializadas, motociclistas, suporte aeromédico e operações com aeronaves. 

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