Capital

Professores municipais saem às ruas para reivindicar reajuste de 5,4%

Trânsito na Avenida Afonso Pena foi interrompido durante o ato na manhã de hoje

Por Fernanda Palheta e Geniffer Valeriano | 12/06/2026 09:06
Professores municipais saem às ruas para reivindicar reajuste de 5,4%
Professores durante manifestação na Avenida Afonso Pena, na manhã desta sexta-feira (12) (Foto: Osmar Veiga)

Com bandeiras e cartazes defendendo a valorização da categoria, centenas de professores da Reme (Rede Municipal de Ensino de Campo Grande) saíram às ruas do Centro da Capital, na manhã desta sexta-feira (12), em ato para cobrar a aplicação do reajuste de 5,4% previsto na política do Piso 20h.

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Os manifestantes iniciaram a concentração em frente à ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), na Rua Sete de Setembro, e por volta das 8h30 iniciaram o protesto. 

O ato seguiu pela Rua Rui Barbosa e, na sequência, os manifestantes percorreram a Avenida Afonso Pena até a Prefeitura Municipal de Campo Grande. O trânsito na principal avenida da Capital está interrompido durante a manhã.

O presidente da ACP, Gilvano Kunzler, afirmou que a categoria irá ocupar o Paço Municipal até ser atendida pela prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP). Os professores defendem a repactuação da lei do piso do magistério por 20 horas.

"Desde o final de janeiro é sabido esse número, mas procuramos por algumas oportunidades junto à equipe da Secretaria de Gestão, Governo e Finanças para que a gente tivesse o cumprimento daquilo que está previsto tanto na lei federal como na municipal. O pagamento do mês de maio veio sem essa remuneração", apontou o sindicalista.

Para o professor de Artes Cláudio Ovando, de 52 anos, a categoria busca apenas o cumprimento do que já foi acordado. "No ano passado a prefeita deu essa ideia de que ia repassar para a gente esse aumento e agora a gente está em busca daquilo que foi acordado. A gente fica revoltado por saber que tem uma promessa e um direito que não estão sendo cumpridos", afirmou.

Professores da Rede Municipal de Ensino em ato por valorização da categoria nesta sexta-feira (Foto: Osmar Veiga)

Após o anúncio da paralisação, a prefeita apontou que o acordo precisa ser rediscutido. "Desequilibrou todo o trabalho realizado anteriormente", ela disse. "Quanto aos acordos celebrados em 2025, eles precisam ser refeitos. A discussão precisa ser refeita", disse na última quarta-feira (10).

A fonte que fará o repasse dos 5,4% de reajuste para os estados e municípios ainda está em fase de estudos por parte do Governo Federal, de acordo com a prefeita. "Eu preciso que o Governo Federal abra precedente para mostrar qual a fonte pagadora, de onde vai vir o recurso para que a gente possa repassar devidamente para os professores", completou.

Paralisação - As escolas da Reme, amanheceram fechadas nesta sexta-feira (12), em Campo Grande, por causa da paralisação dos professores. Não haverá aula para os 112 mil alunos da rede municipal durante o período de mobilização da categoria. 

O sindicalista explicou que na segunda-feira (15) haverá aula normalmente, porém às 18h a categoria volta a se reunir em assembleia para discutir a possibilidade de greve dos professores. 

"Vamos esperar a resposta da prefeita, que a gente tem certeza que ela vai dar uma resposta, para que a gente possa avaliar com a categoria o avanço das negociações. Esperamos mais uma vez não ter necessidade para a categoria ser obrigada a optar por uma greve", finalizou.

Todas as escolas da REME amanheceram fechadas nesta sexta-feira (Foto: Osmar Veiga)

*Matéria atualizada às 10h27 para acréscimo de informação.

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