Capital

Polícia Federal sai de depósito investigado com geladeiras sem nota fiscal

Agentes não encontraram mercadorias do Paraguai no local, mas produtos nacionais foram recolhidos

Por Ana Paula Chuva e Bruna Marques | 09/09/2026 07:47


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A operação da Polícia Federal e da Receita Federal que mira um grupo suspeito de extorsão, contrabando e descaminho em Campo Grande resultou na apreensão de eletrodomésticos sem documentação fiscal durante cumprimento de mandados na manhã desta quarta-feira (9), na região das ruas Macau e Florêncio José Pereira, no Bairro Mário Covas.

Equipes da PF e da Receita encontraram várias geladeiras, aparelhos de ar-condicionado, micro-ondas, fogões e outros produtos armazenados em um depósito ligado aos alvos da investigação. Segundo apurou o Campo Grande News, os itens são de origem nacional, o que afasta, em princípio, a caracterização de descaminho ou contrabando.

No endereço, estão dois veículos da Polícia Federal, cinco da Receita Federal e um caminhão utilizado para remoção de materiais apreendidos. Os agentes cumpriram mandados em um depósito e em imóveis vizinhos que, segundo os investigadores, funcionam de forma integrada. 

 O alvo no endereço seria Wesley Mateus Borges dos Santos. Ele não foi preso, mas teve o celular apreendido para análise. Ele seria responsável por cuidar do depósito e optou por não conversar com a imprensa.

Ainda não foi divulgado o balanço final da operação, no endereço, a reportagem apurou que foram apreendidos um veículo Saveiro, dois celulares, sete geladeiras, cinco aparelhos de ar-condicionado, quatro fogões, dois micro-ondas e uma lava-louça.

Operação Nexum - A ação apura a atuação de um grupo criminoso investigado por comercializar produtos trazidos ilegalmente do Paraguai, praticar extorsão com armas de fogo para cobrar devedores, além de envolvimento em agiotagem, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. 

Ao todo, a 5ª Vara Federal de Campo Grande expediu 12 mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão preventiva e o bloqueio de até R$ 10 milhões em bens dos investigados.   

Caminhão carregado com parte dos produtos apreendidos (Foto: Juliano Almeida)

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