Capital

Polícia descarta feminicídio em morte de arquiteta que caiu de caminhonete

Laudos afastam hipótese; inquérito segue em fase final na Delegacia da Mulher

Por Gabi Cenciarelli | 01/06/2026 10:35
Polícia descarta feminicídio em morte de arquiteta que caiu de caminhonete
Peritos analisam veículo com corpo de mulher ao fundo. Trânsito ficou lento (Foto: Osmar Veiga) 

A Polícia Civil descartou a hipótese de feminicídio na investigação sobre a morte da arquiteta Ely da Silva Quevedo, de 53 anos, ocorrida no dia 13 de abril, na BR-163, saída para Cuiabá, em Campo Grande. O inquérito, porém, ainda não foi concluído e a tipificação final do caso segue indefinida.

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Conforme apurado pelo Campo Grande News, a hipótese de feminicídio foi descartada após a análise dos laudos periciais, imagens e exames realizados no veículo e na vítima. Apesar da mudança, a Polícia Civil ainda trabalha na conclusão do inquérito para definir qual será o enquadramento final do caso.

Em nota, a Polícia Civil informou que não foram encontrados indícios de luta, lesões defensivas ou qualquer evidência de intervenção física do motorista, motivo pelo qual a polícia afirma não haver elementos para responsabilização penal do condutor.

Ely Quevedo tinha 53 anos e morreu nesta manhã (Foto: Arquivo pessoal)

O caso - Desde a morte, o caso era investigado pela 1ª DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) com perspectiva de gênero, principalmente pela dinâmica da ocorrência e pelo fato de Ely estar na caminhonete conduzida pelo então marido, de quem estava em processo de separação.

Na ocasião, o suspeito afirmou à polícia que a arquiteta teria morrido em circunstâncias ainda apuradas. Equipes da concessionária da rodovia e do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) tentaram reanimá-la por cerca de 40 minutos, mas ela morreu ainda no local.

O empresário foi ouvido e liberado no mesmo dia, já que, segundo a polícia, não havia elementos para prisão em flagrante. As investigações também apontaram que o casal não possuía registros oficiais de violência doméstica ou medidas protetivas.

A morte da arquiteta causou forte repercussão em Campo Grande. Nas redes sociais, Ely compartilhava rotina de exercícios, reflexões sobre recomeços e mensagens motivacionais. Horas antes da morte, ela publicou: “Segundamos. Senhor, a sua guerreira já está de pé”.

A expectativa agora é pela conclusão oficial do inquérito policial para saber se se trata de um possível suicídio ou de um acidente que levou à morte.

(*) Matéria atualizada às 16h19 para acréscimo de nota.

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