Capital

Hospital de R$ 100 milhões da Hapvida segue sem sair do papel em Campo Grande

Prefeitura de Campo Grande informou que o alvará de construção segue em análise

Por Cassia Modena | 21/10/2026 11:59
Hospital de R$ 100 milhões da Hapvida segue sem sair do papel em Campo Grande
Terreno no cruzamento da ruas José Antônio e Barão do Rio Branco, onde ele será construído (Foto: Juliano Almeida)

Anunciado há mais de um ano, o hospital que a operadora de saúde Hapvida pretende construir em Campo Grande ainda não saiu do papel. O terreno destinado à unidade, no cruzamento das ruas José Antônio e Barão do Rio Branco, continua vazio e a obra sequer tem autorização para começar.

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Segundo a Semades (Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), no entanto, existe pedido ativo de alvará de construção, contudo, ainda em análise pela pasta.

O projeto faz parte de um plano de expansão anunciado pela Hapvida em 2024, que previa novas unidades hospitalares em 10 cidades brasileiras. A construção em Campo Grande foi confirmada oficialmente em julho de 2025, mas a empresa não divulgou prazo para o início das obras.

Área recebe manutenção, mas não tem movimentação de obras ainda (Foto: Juliano Almeida)

A obra ficará a cargo da Canadá Empreendimentos Imobiliários Ltda, que construirá a unidade e a cederá à Hapvida na modalidade build to suit, por 240 meses, segundo informações divulgadas anteriormente.

A operadora prevê investir R$ 100 milhões no empreendimento, que terá 112 leitos, estrutura de alta complexidade, e deve gerar 456 empregos.

Outras autorizações - A reportagem também apurou que a Semades, junto à Agetran (Agência Municipal de Trânsito), firmou um termo quanto ao projeto de estacionamento apresentado pela Hapvida. Ele foi aprovado em setembro deste ano. 

Projeto do hospital que será instalado na Capital pela Canadá Empreendimentos Imobiliários (Foto: Divulgação/Hapvida)

Já o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) divulgou em 11 de março do ano passado uma lista de licenças e autorizações concedidas, em que a Hapvida aparece em processos de licença de operação com vencimento em 2028 e 2030.

Benefícios - A Prefeitura de Campo Grande também já aprovou lei que concede benefícios fiscais para a Hapvida e para a Canadá. São eles:

  • Isenção do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) por dois anos, redução de 60% no ISSQN (Imposto sobre Serviço de qualquer Natureza), que passará de 5% para 2% sobre o valor dos serviços prestados durante seis anos;
  • Isenção da tarifa de iluminação pública por dez anos,;
  • Isenção dos tributos sobre os processos de alvará e licenciamento pelo período de quatro anos.

Crise - Diante de dificuldades financeiras e de confiança atribuídas à Hapvida no mercado financeiro, algumas relacionadas ao desafio da fusão com a NotreDame Intermédica, a reportagem procurou a assessoria de imprensa da operadora no ano passado e questionou se o investimento previsto em Campo Grande se manteria. Na época, a empresa informou que “não há qualquer pausa nos planos de construção do hospital”. 

Procurada novamente na terça-feira (19) para comentar sobre a previsão do início das obras, a assessoria de imprensa informou que daria retorno, mas não enviou resposta até a publicação desta matéria.

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