Capital

Pilhas de dinheiro, joias e carrões: Gaeco mostra vida ostentação de traficante

Joesley da Rosa chegou a morar em condomínio de luxo no Guarujá, litoral de São Paulo

Por Aline dos Santos | 25/01/2025 10:20
Pilhas de dinheiro, joias e carrões: Gaeco mostra vida ostentação de traficante
Imagem de joia localizada no arquivo do celular de Joesley. (Foto: Reprodução)

A segunda fase da Operação Snow, realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) contra o tráfico de cocaína, mostra a vida ostentação de Joesley da Rosa, 36 anos, considerado líder da organização criminosa. 

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Ele foi preso ainda na primeira fase da operação, em março de 2024, em Campo Grande, e está no Presídio de Segurança Máxima Jair Ferreira de Carvalho. A investigação mostra uma rotina de luxo para o homem apontado como chefão do tráfico.

Imagem de condomínio no Guarujá onde Joesley chegou a morar. (Foto: Reprodução)

Nas fotografias, Joesley aparece ao lado de pilhas de dinheiro e usando cordões e pulseiras de ouro. Imagens também mostram cofre recheado de dinheiro vivo, passeio de lancha, jet ski com o nome dos filhos e veículo de luxo, como caminhonete Dodge Ram.

Conforme a denúncia do Ministério Público, as mensagens de Joesley ostentavam os bens materiais. O documento destaca que ele chegou a morar em condomínio de luxo no Guarujá, reduto de belas casas no litoral paulista. Os diálogos também indicam a movimentação de altas quantias. 

“Em análise ao TTM [Terminal Telefônico Móvel] pertencente ao investigado Joesley da Rosa, foi possível identificar imagens do investigado ostentando valores, bens, veículos de luxo e joias”. O celular dele era modelo Iphone 14 Pro Max. 

Joesley ao lado de pilhas de dinheiro vivo. (Foto: Reprodução)

“Chama atenção o modus operandi de Joesley, o qual realiza reuniões por videochamada com seus subalternos, evitando falar por mensagem ou por linha telefônica. Essa ação tem por finalidade de evitar a interceptação telefônica ou telemática, dificultando a investigação criminal”, detalha o Gaeco.

Nesta segunda fase, Joesley da Rosa foi denunciado por corrupção ativa (pagamento de propinas a policiais civis), violação de sigilo funcional qualificada e tráfico de drogas. O processo vai tramitar na 3ª Vara Criminal de Campo Grande.

Snow – A primeira fase da operação foi deflagrada em 26 de março de 2024. A partir da análise do material apreendido, especialmente telefones celulares, foi descoberto que mais 17 pessoas integravam a organização criminosa, inclusive advogados e policial civil.

Denúncia da operação Snow mostra cofre recheado de dinheiro. (Foto: Reprodução)

A atuação dos advogados não se limitava à prestação de serviços jurídicos, mas envolvia a prática de ilícitos, como a corrupção de agentes públicos para a obtenção de informações privilegiadas e monitoramento das cargas de drogas, além de serem conselheiros de outros assuntos sensíveis da organização.

 A quadrilha teve duas toneladas de cocaína apreendida. A droga partia de Ponta Porã, fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai, com destino a São Paulo.

De acordo com o advogado Ângelo Magno Lins do Nascimento, a defesa esclarecerá, no curso da ação, que providências serão tomadas. "Em especial ao vazamento de fotos, prints e partes do processo que corre em segredo de Justiça e esclarece que oportunamente, em juízo, será demonstrado que muitas das imputações atribuídas ao réu Joesley serão devidamente rebatidas e que estão fora de um contexto fático".

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