Capital

Orçamento destina verba para elaborar plano de ciclovias e de rotas acessíveis

No eixo "Urbanismo", Capital separa R$ 641 milhões, que envolvem ações para preservar a memória da cidade

Por Ângela Kempfer | 01/09/2025 14:03
Orçamento destina verba para elaborar plano de ciclovias e de rotas acessíveis
Trabalhador usa ciclovia na avenida Fábio Zahran ( Foto: Arquivo)

Dentro dos R$ 641,3 milhões reservados para Urbanismo em 2026, estão listadas ações que vão do transporte à cultura, passando por habitação e regularização fundiária. A LOA (Lei Orçamentária Anual) prevê a criação do Plano Municipal Cicloviário, que deve organizar onde e como novas ciclovias e ciclofaixas serão implantadas. A ideia é ampliar a malha destinada a bicicletas, conectar diferentes regiões e estimular um transporte mais limpo e barato.

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Atualmente, a cidade tem apenas 105 km de espaços destinados aos ciclistas: 38,5 km de ciclovias e 67,3 km de ciclofaixas. De 2012 até 2024, a Capital acrescentou apenas 24 km dessas modalidades.

Outro ponto elencado é o Plano de Rotas Acessíveis, voltado a melhorar a mobilidade de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. O objetivo é mapear e adaptar caminhos, calçadas e travessias, garantindo acessibilidade em áreas de grande circulação.

A LOA também prevê a revisão do PHABIS (Plano Municipal de Habitação de Interesse Social), que orienta a construção e oferta de moradias populares. Ao lado dele, será revista a REURB (Política de Regularização Fundiária), que trata da titulação de imóveis em áreas irregulares, dando segurança jurídica às famílias e melhorando o ordenamento urbano.

O PDDUA (Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental), considerado o guia-mestre do crescimento de Campo Grande, também passará por atualização. É esse instrumento que define o uso do solo, o zoneamento da cidade e como se dá a expansão de bairros, distritos e áreas de proteção ambiental.

Por fim, a LOA reserva recursos para iniciativas de preservação cultural. Está prevista a regulamentação da ZEIC (Zona Especial de Interesse Cultural), que delimita áreas de valor histórico, e a criação da Política de Preservação do Patrimônio Cultural, com normas para proteger imóveis, praças e outros espaços que guardam a memória da Capital.

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