Capital

Moradores enfrentam lama e buracos para sair de casa, mesmo 24h após chuva

Moradores relatam ruas alagadas, buracos e barro em bairros como Nova Campo Grande, Vila Nasser e Parati

Por Geniffer Valeriano e Mylena Fraiha | 27/10/2025 16:39
Moradores enfrentam lama e buracos para sair de casa, mesmo 24h após chuva
Lamaçal na Rua Esperidião Castelo Branco, no bairro Parati (Foto: Osmar Veiga)

As chuvas do fim de semana transformaram diversos bairros de Campo Grande em verdadeiros lamaçais, com ruas alagadas, buracos e lama acumulada. O cenário, repetido a cada temporal, expôs novamente a falta de drenagem e pavimentação em regiões que aguardam há anos por infraestrutura básica.

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Na Nova Campo Grande, moradores como o aposentado Antônio Leite, de 86 anos, contam que a Rua 84 virou um campo de crateras e poças. “De vez em quando jogam entulho pra tapar, mas é só chover que volta tudo. Pra sair de casa tem que ir pela beirada”, relata. A poeira dá lugar ao barro logo após a chuva, um ciclo que ele diz viver desde 2006.

Na Avenida 9, o barbeiro Guilherme Telles, de 23 anos, resume a rotina de quem enfrenta alagamentos dentro do próprio comércio. “Aqui fizeram o esgoto, cortaram a rua toda, mas não colocaram bueiro. Quando chove, a água chega até a calçada e entra na barbearia. Fica fedor, mosquito, e pra atravessar a avenida só de carro”, diz.

Rua 84, no Bairro Nova Campo Grande, com poças de água (Foto: Geniffer Valeriano)
Rua 68 repleta de buracos e poças de água (Foto: Geniffer Valeriano)

Na Rua 68, um morador que pediu para não ser identificado mora há apenas duas semanas, mas já descobriu o problema: “Sempre que chove, a água empoça. A pé é difícil de sair, e os carros só passam devagar.”

Na Vila Nasser, o problema é outro: a enxurrada. A dona de casa Simone Lara, 42 anos, mora na Rua Angelim do Cerrado, uma das poucas asfaltadas do bairro. “Essas ruas viram rio. Quando a água desce dos loteamentos lá de cima, fica cheio de barro. A enxurrada traz terra das ruas sem asfalto e para aqui”, explica. Ela também aponta que outra via próxima está tomada por lixo, o que agrava o entupimento das bocas de lobo.

Rua João Hernandes, no Jardim Parati (Foto: Osmar Veiga)

No Parati, moradores também dizem que sofrem. O representante comercial Judson Pedro, 35 anos, mora há dois anos na Rua Esperidião Castelo Branco. “Nunca passou uma patrola aqui. Quando chove, essa parte vira um rio, acumula água e já vi carro atolar. Disseram que o asfalto chegaria no fim do ano passado, mas nunca aconteceu”, relata.

Em resposta, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos afirmou que a Prefeitura “mantém o compromisso de ampliar a pavimentação e melhorar a qualidade de vida nos bairros”.

A pasta destacou que, com a aprovação de uma Carta Consulta pela Caixa Econômica Federal,Moradores enfrentam lama e buracos para sair de casa após chuvas  pretende avançar nas obras para reduzir os cerca de mil quilômetros de vias sem asfalto na capital, priorizando a mobilidade e a prevenção de alagamentos.

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