Capital

Miliciano não vai mais testemunhar em júri da década

"Orlando Curicica" seria ouvido, do presídio de Mossoró (RN), como testemunha de Marcelo Rios

Silvia Frias e Bruna Marques | 18/07/2023 10:49
Miliciano não vai mais testemunhar em júri da década
Advogados Eugênio Malavasi (em pé) e Márcio Widal (barba) que representam Jamil Name e Marcelo Rios, respectivamente (Foto: Henrique Kawaminami)

A defesa do ex-guarda municipal Marcelo Rios desistiu de convocar o ex-policial militar Orlando de Oliveira Araújo, o “Orlando Curirica”, como testemunha de defesa. O depoimento dele estava previsto para hoje à tarde, por videoconferência, direto da Penitenciária Federal de Mossoró (RN).

“Orlando Curicica” é considerado líder de milícia atuante na zona oeste do Rio de Janeiro. No ano passado, foi condenado a 25 anos de prisão, apontado como mandante da execução de Carlos Alexandre Pereira Maria, o “Cabeça”, representante comunitário na região de Jacarepaguá. 

A desistência foi realizada antes do início do depoimento do ex-delegado e advogado Silvano Gomes Oliva, testemunha de defesa de Jamil Name Filho. 

O comunicado de desistência foi dado pelo advogado Márcio Campos Widal, que representa Rios. A mudança na estratégia não foi explicada durante a sessão. 

Os advogados de Jamil Name também abriram mão dos testemunhos do psiquiatra Leonardo Fabrício Gomes Soares e de Eliane Benitez Batalha dos Santos, mulher de Marcelo Rios. 

Eliane chegou a ser peça-chave na investigação, contribuindo com informações consideradas cruciais na apuração dos crimes. Porém, no dia 2 de março de 2020, no interrogatório feito à Justiça, mudou a versão, alegando que foi vítima de ameaças na delegacia.

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