Capital

Menino de 11 anos tem queimaduras de 3º grau ao brincar com álcool

Vítima foi intubada ao dar entrada na UPA Santa Mônica

Por Gustavo Bonotto | 04/08/2026 19:12
Menino de 11 anos tem queimaduras de 3º grau ao brincar com álcool
Pacientes aguardam atendimento em frente a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro Santa Mônica. (Foto: Arquivo/Henrique Kawaminami)

Menino de 11 anos sofreu queimaduras de terceiro grau em grande parte do corpo quando o álcool usado por ele e um amigo pegou fogo nos fundos de uma casa da Vila Popular, em Campo Grande, na tarde desta terça-feira (4). A criança estava na residência do colega, de 12 anos, e os dois tentavam fazer fogo sobre uma pedra com o líquido.

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O garoto recebeu atendimento na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro Santa Mônica, onde a equipe médica o intubou devido à gravidade do quadro.

Segundo a versão do menino de 12 anos, a ideia partiu do amigo, que pediu o galão de cerca de cinco litros guardado no imóvel. O produto era usado pelo pai do adolescente em uma chapa, conforme o relato. O fogo alcançou o recipiente quando o garoto aproximou um isqueiro da pedra e espalhou álcool em chamas sobre o menino de 11 anos.

O menino correu para o banheiro e tentou apagar as chamas no chuveiro. A água acabou porque a casa recebe abastecimento de um poço artesiano. Os dois usaram recipientes com água da cozinha e depois uma mangueira do lado de fora para conter o fogo e aliviar as queimaduras.

Mesmo ferido, o garoto permaneceu cerca de 30 minutos dentro do imóvel. Ele saiu para a frente da casa quando as dores aumentaram e pediu ajuda. Coletores de lixo que passavam pela rua interromperam o trajeto e prestaram os primeiros socorros.

Uma moradora chamou um carro por aplicativo e levou a criança até a UPA. A equipe médica constatou queimaduras de terceiro grau em grande parte do corpo e decidiu pela intubação. Os profissionais adotaram a medida por causa da extensão das lesões.

Uma equipe da Polícia Militar encontrou o adolescente de 12 anos sozinho na residência durante a apuração do caso. Como nenhum responsável estava no local, o Conselho Tutelar foi acionado, mas não compareceu, segundo o boletim. O menino ficou acompanhado até a chegada do pai.

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