Mecânico vira réu por matar pai de santo com 3 tiros em terreiro
Crime aconteceu em fevereiro de 2025 após vítima ser acusada de abusar sexualmente da filha do autor

O mecânico Dailton Márcio de Oliveira, 41 anos, virou réu pelo assassinato do pai de santo Valdinei Custódio Vanderlei, 46 anos, conhecido como “Axé”. O crime aconteceu em fevereiro de 2025, na Rua Evelina Figueiredo Selingardi, Bairro Parque do Lageado, em Campo Grande.
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O mecânico Dailton Márcio de Oliveira, de 41 anos, virou réu pelo assassinato do pai de santo Valdinei Custódio Vanderlei, o Axé, de 46 anos, morto em fevereiro de 2025 no Bairro Parque do Lageado, em Campo Grande. Segundo a investigação, a filha do mecânico relatou ter sofrido violência sexual no terreiro, e ele retornou armado e atirou na vítima. O juiz Aluizio Pereira dos Santos aceitou a denúncia por homicídio qualificado e porte ilegal de arma.
Dailton foi denunciado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) por homicídio qualificado. Conforme a investigação policial, o mecânico e a filha haviam ido ao terreiro na noite anterior para a realização de um trabalho espiritual. Durante os rituais, houve um desentendimento inicial após a vítima arremessar um copo de cerveja no acusado, a situação foi descrita como parte do contexto ritualístico.
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Durante o trabalho espiritual, a filha do acusado relatou ter sido vítima de violência sexual cometida pelo pai de santo em um dos cômodos do imóvel. Ao tomar conhecimento do relato, Dailton deixou o local, levou a jovem para a residência da avó e retornou armado ao terreiro.
Na chegada, Dailton encontrou Valdinei no portão e efetuou disparos de arma de fogo que atingiram o rosto, o pescoço e a perna da vítima. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado, mas o pai de santo não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
O inquérito foi conduzido pela 5ª Delegacia de Polícia de Campo Grande, resultando no indiciamento em fevereiro e no oferecimento da denúncia ao Poder Judiciário no fim de março daquele ano.
No último dia 7 de outubro, o juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, aceitou a denúncia e Dailton virou réu pelo homicídio qualificado e porte ilegal da arma de fogo. A decisão foi publicada no Diário da Justiça desta segunda-feira (19).
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