Loteamento fechado prevê 435 terrenos na saída para Rochedo
Projeto ocupa área de 30,5 hectares e estima receber 1.305 moradores

Um loteamento fechado com 435 terrenos residenciais está previsto para uma área de 30,5 hectares na saída para Rochedo, em Campo Grande. O projeto da Morada Imperial Loteamentos Ltda. também prevê espaço para lazer e comércio e poderá receber cerca de 1.305 moradores quando estiver totalmente ocupado.
RESUMO
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Um loteamento fechado com 435 terrenos residenciais está previsto para uma área de 30,5 hectares na saída para Rochedo, em Campo Grande, e poderá abrigar cerca de 1.305 moradores. O projeto da Morada Imperial Loteamentos inclui áreas de lazer e comércio. O estudo de impacto de vizinhança aponta sobrecarga em unidades de saúde e aumento da demanda por transporte. A audiência pública será em 10 de dezembro, às 18h, na Planurb, e sugestões podem ser enviadas até 4 de dezembro.
As informações constam no EIV (Estudo de Impacto de Vizinhança) apresentado para a análise do pedido de alteração do uso do solo. A área está na Zona de Expansão Urbana e, segundo o documento, é atualmente classificada como rural e utilizada para a produção de feno destinado à pecuária.
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O terreno fica próximo à Avenida Duque de Caxias, ao Anel Rodoviário e ao loteamento Morada Imperial. O acesso principal está previsto pela Rua Jeremias de Paula Eduardo, que se conecta à avenida. Outra possibilidade de entrada será pela Rua Jandyra Corrêa de Paula Eduardo.
O projeto descreve o empreendimento como um loteamento residencial horizontal fechado, de padrão intermediário. Os terrenos residenciais terão área média estimada de 300 metros quadrados. O estudo também reserva espaço para ruas internas e externas, portaria, lazer e retenção de água da chuva.
Uma área comercial está prevista na parte externa do loteamento, ao longo de uma via de circulação. De acordo com o documento, a intenção é atender tanto os futuros moradores quanto a população do entorno.
A infraestrutura prevista inclui pavimentação, sinalização, drenagem, abastecimento de água, energia elétrica e iluminação pública. O estudo também prevê sistema de esgotamento sanitário e tratamento, com possibilidade de solução individualizada quando tecnicamente viável e conforme as condições do licenciamento ambiental.
Implantação depende da análise do pedido de alteração do uso do solo e do cumprimento das exigências dos órgãos responsáveis. O estudo apresentado não informa que o loteamento já esteja aprovado.
Impactos na região – A estimativa de 1.305 moradores considera três pessoas para cada um dos 435 lotes residenciais. O EIV prevê que a ocupação ocorrerá gradualmente e aponta aumento permanente da demanda por serviços públicos, transporte coletivo e circulação de veículos.
Na área de influência do projeto, o documento identificou duas unidades de saúde da família. A USF (Unidade de Saúde da Família) Indubrasil tinha 6.602 usuários cadastrados para uma capacidade estimada de 7 mil pessoas. Já a USF Serradinho tinha 20.070 usuários cadastrados, acima da capacidade estimada de 17.500.
O estudo cita relatório da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) segundo o qual os equipamentos de saúde da região estão saturados e não comportam aumento da demanda. Por isso, reconhece a necessidade de medidas a serem definidas pelo empreendedor em conjunto com os órgãos competentes.
Na mobilidade, o EIV aponta que as contagens de veículos realizadas nas rotas de acesso indicaram condições de circulação dentro da capacidade das vias avaliadas. Ainda assim, classifica o aumento da demanda sobre o sistema viário e o transporte coletivo como impacto negativo e permanente e sugere medidas como reforço de linhas e organização das vias.
Durante as obras, são esperados ruídos, poeira, vibração e circulação de veículos pesados. Para reduzir esses efeitos, o documento propõe, entre outras medidas, controle dos horários de operação, manutenção dos equipamentos, umedecimento do solo e cobertura dos materiais transportados.
O estudo também prevê áreas gramadas e um sistema de retenção de água da chuva para reduzir os efeitos da impermeabilização do solo. O detalhamento do sistema deverá ser apresentado na etapa de licenciamento ambiental.
Ao final da análise, os responsáveis pelo EIV consideram o empreendimento viável, desde que sejam adotadas as medidas de redução e compensação dos impactos e cumpridas as exigências legais.
Audiência pública – O estudo será apresentado e discutido em audiência pública no dia 10 de dezembro, às 18h, na Planurb (Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano), na Avenida Calógeras, 356, com entrada pela Rua Dr. Mário Corrêa, no Bairro Glória. A reunião também terá transmissão pelo canal da Educação Ambiental da Planurb no YouTube.
A população poderá apresentar contribuições de 13 de novembro a 4 de dezembro. As sugestões devem ser protocoladas na Planurb ou enviadas para sugestaoeiv@planurb.campogrande.ms.gov.br. O estudo está disponível na Biblioteca Geógrafa Aparecida Lopes de Oliveira, no mesmo endereço da agência, e no site da Planurb.
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