Capital

Jovem de 20 anos denuncia estupro após corrida de aplicativo

Reportagem apurou que suspeito tem passagens por estelionato; caso foi registrado como estupro

Por Dayene Paz | 13/09/2026 16:32
Jovem de 20 anos denuncia estupro após corrida de aplicativo
Mulher foi atendida na Casa da Mulher Brasileira. (Foto: Arquivo | Ilustrativa)

Uma assistente comercial, de 20 anos, denunciou ter sido vítima de abuso sexual durante uma corrida de aplicativo na madrugada de sexta-feira para sábado, em Campo Grande. Ela é mulher trans e conversou com o Campo Grande News, por telefone, na tarde deste domingo (13). 

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Ainda abalada, contou que por volta das 4h20, após participar de uma festa no Centro da Capital, ela chamou um carro de aplicativo para retornar para casa. A jovem contou que havia ingerido bebida alcoólica, mas afirmou que não estava alcoolizada. “Tinha bebido sim, mas não estava alcoolizada, estava mais cansada. Como tinha dado um valor legal a corrida, eu chamei. Eu uso o app e nunca tive problema”, relatou. 

Quando o motorista estava a cerca de três minutos do local de embarque, ele enviou uma mensagem perguntando quantas pessoas fariam a viagem. Ela respondeu que estava sozinha e pediu a chave Pix para antecipar o pagamento, pois o celular estava descarregando. O motorista, porém, não enviou a chave naquele momento. 

Ela aguardou a chegada do carro e economizou a bateria do celular. Ao entrar no veículo, cumprimentou o motorista, que, segundo ela, respondeu normalmente. A jovem contou que estava de vestido, com um short legging por baixo, e permaneceu quieta, mexendo no celular e prestando atenção no caminho. 

Durante o trajeto, o motorista disse que havia perguntado o número de passageiros porque, segundo ele, era comum pessoas de madrugada quererem levar cinco pessoas. Ela respondeu que estava tudo bem. 

Em seguida, ele enviou a chave Pix. Ela realizou o pagamento, mas o motorista não confirmou naquele momento que havia recebido. 

Quando chegaram em frente à casa da jovem, no Jardim Imá, o motorista parou o carro e acendeu a luz interna. Ela agradeceu e perguntou se o pagamento havia chegado. Foi então que, segundo o relato, ele fez comentários sobre a aparência dela. “Ele disse: nossa, você é muito bonita, parece uma boneca, você não tem cara de que passa a perna nas pessoas”. Em seguida, confirmou que o Pix havia chegado. 

Logo depois, segundo a jovem, o motorista tirou o pênis para fora e disse: “Vem aqui, bonequinha, vem”. Ela respondeu que não queria e, para disfarçar a situação, pediu o número de telefone dele. O motorista teria se recusado inicialmente, mas continuou insistindo: “Não, vem aqui”, e passou o próprio número de telefone. 

De acordo com a jovem, o homem abriu a porta do motorista e apareceu ao lado dela rapidamente. Ela afirma que ele a agarrou pelos cabelos e a forçou a fazer sexo oral nele. Ainda conforme o relato, o motorista a beijava e tirou a calça. A jovem contou que, por causa do short legging que usava por baixo do vestido, ele não conseguia concluir o que queria. 

Ela afirmou que tentava se desvencilhar e abrir a porta do veículo, até que conseguiu. Após sair do carro, entrou em casa, mas o motorista permaneceu em frente à residência, olhando para o celular e para dentro da casa. A jovem contou que ficou com tudo apagado. “Guardei o vestido, escovei os dentes, me senti suja”, relatou. 

Após o ocorrido, ela publicou o caso nas redes sociais. Na manhã seguinte, por volta das 7h, segundo ela, o vídeo já havia viralizado. A jovem afirmou que tinha uma foto e a placa do carro utilizado na corrida, repassados para a polícia. Depois, foi até uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), onde realizou exames e recebeu medicamentos preventivos. Também foi à Casa da Mulher Brasileira, registrou boletim de ocorrência e realizou corpo de delito. 

Abalada, a jovem afirmou que continua bastante assustada após o ocorrido. A reportagem apurou que o suspeito tem passagens por estelionato. O caso foi registrado como estupro e segue sob investigação.

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