Internado há 22 dias, médico fica fora de primeira audiência por feminicídio
Justiça começa nesta quinta-feira a ouvir testemunhas de acusação ao réu, pela morte de Fabíola Marcotti

Começa nesta quinta-feira, em Campo Grande, a fase de instrução do processo contra o cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, acusado de matar a esposa, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos. O médico não vai participar da sessão, pois está internado há 22 dias no Hospital da Cassems, onde passou por procedimentos cardíacos.
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Começa nesta quinta-feira, em Campo Grande, a fase de instrução do processo contra o cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, acusado de matar a esposa, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51. Internado há 22 dias após cateterismo e angioplastia, ele não participará da audiência, que terá 17 testemunhas. A Justiça negou prisão domiciliar. A defesa alega suicídio, mas a Polícia Civil concluiu que houve feminicídio.
A audiência será conduzida pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos, titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri, a partir das 13h30. Estão listadas 17 testemunhas e por isso a sessão deve terminar só à noite.
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Inicialmente marcada para 15 de outubro, a audiência precisou ser adiada por causa da internação do médico.
Segundo informado, Jazbik passou por cateterismo e angioplastia, com colocação de stents. A defesa tentou a prisão domiciliar por razões humanitárias, alegando a idade do acusado e os problemas de saúde, mas a Justiça negou o pedido.
O caso - Fabíola foi encontrada morta em 18 de maio deste ano, na propriedade onde vivia com o marido, na região da Chácara dos Poderes. Desde o início, Jazbik sustenta que a esposa cometeu suicídio, mas a investigação da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) concluiu que houve feminicídio.
Segundo a Polícia Civil, exames periciais identificaram lesões na cabeça anteriores ao disparo de arma de fogo e outros elementos incompatíveis com a hipótese de suicídio.
O médico responde por feminicídio, violência psicológica, fraude processual e posse irregular de armas. A defesa nega as acusações e contesta as conclusões da investigação.
Procurada, a banca de advogados, integrada pelos criminalistas André Borges e Renê Siufi informou que vai acompanhar a sessão, mas por se tratar de processo em sigilo, não poderá se manifestar.