Homem que cortou vagina da ex-namorada vai a júri popular em novembro
Wellington Paes Lino, de 24 anos, esfaqueou a companheira após pedido de separação em 6 de abril de 2025

Réu por esfaquear a vagina e o abdômen da ex-namorada, Wellington Paes Lino, de 25 anos, será julgado pelo Tribunal do Júri no próximo mês, em Campo Grande. O crime aconteceu em 6 de abril de 2025, no Bairro Tiradentes, após a mulher, então com 40 anos, pedir o fim do relacionamento. Ele foi pronunciado por tentativa de feminicídio em contexto de violência doméstica.
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Na ocasião, a vítima sofreu mais de 10 golpes de faca, incluindo ferimentos na vagina, virilha e abdômen. Ela foi socorrida por familiares e encaminhada à Santa Casa, onde permaneceu internada. Três dias depois do crime, Wellington foi localizado e preso por policiais do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assalto e Sequestro), no Bairro Moreninhas.
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À época, a mulher relatou ao Campo Grande News que vivia um relacionamento conturbado, marcado por ciúmes, ameaças e episódios de violência. O casal estava junto havia quase três anos, com períodos de separação e reconciliação. Antes do ataque, ela já havia pedido medida protetiva contra o então companheiro.
A vítima contou que, em uma das brigas, Wellington destruiu objetos da casa, rasgou documentos das filhas dela e colocou fogo em suas roupas. Em outra ocasião, ele arremessou um tijolo que atingiu uma das filhas da mulher, provocando um corte profundo no braço da jovem.
Sobre o dia do crime, a mulher relatou que os dois haviam ido a uma festa, onde ele bebeu e demonstrou ciúmes. Depois que ela pediu a separação e disse que ele deveria ir embora, Wellington saiu do quarto e, ao retornar, estava com uma faca e um isqueiro nas mãos. Em seguida, começou a golpeá-la.
"Ele tentou me matar, foi Deus e a oração da minha mãe que me salvaram", afirmou a vítima em entrevista após o ataque. Na ocasião, ela também disse ter medo de que o ex-companheiro fosse colocado em liberdade, pois ele sabia onde ela trabalhava.
Prisão - Wellington ficou foragido por três dias após o ataque. No dia 8 de abril, a Polícia Civil divulgou um cartaz com a foto dele e pediu ajuda para localizar o suspeito. No dia seguinte, policiais do Garras, com apoio do SIG (Setor de Investigações Gerais) de Dourados, encontraram o rapaz na casa da mãe, no Bairro Moreninhas.
Na época, o delegado Roberto Guimarães, contou que a equipe fez um levantamento prévio e identificou que Wellington estava na residência. O irmão dele foi abordado em frente ao imóvel e confirmou que o suspeito estava na sala. Ao receber voz de prisão, Wellington afirmou que já sabia o motivo da abordagem e confirmou que havia discutido com a companheira, mas não deu detalhes sobre o caso.
Inicialmente, ele foi encaminhado à Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). Entretanto, após passar por audiência de custódia, em 11 de abril, recebeu liberdade provisória, com uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares.
A soltura provocou medo na vítima, que temia novas agressões contra ela e os filhos. Em entrevista ao Campo Grande News, a mulher afirmou que não se sentia segura com o ex-companheiro em liberdade. Na época, ela ainda se recuperava dos 12 golpes de faca sofridos no ataque e permanecia em tratamento na Santa Casa.
Diante da situação, o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) ingressou com medida cautelar no Tribunal de Justiça para suspender os efeitos da decisão que concedeu liberdade ao investigado. O órgão argumentou que havia risco de novos atos violentos contra a vítima e seus familiares.
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