Fiscal de partido causa transtorno em escola, desacata juíza e é levada para PF
Segundo a Polícia Militar, mulher estava circulando por colégio com o rosto do candidato estampado em camiseta

Uma mulher, que não teve a identidade divulgada, foi presa no início da tarde deste domingo (25) após causar tumulto na Escola Municipal Professor Virgílio Alves de Campos, na Mata do Jacinto, em Campo Grande. Segundo a Polícia Militar, ela era fiscal de partido e teria desacatado a juíza eleitoral responsável pela seção. A mulher foi encaminhada à Polícia Federal.
RESUMO
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Uma fiscal de partido, cuja identidade não foi divulgada, foi presa na tarde deste domingo (25) após causar tumulto na Escola Municipal Professor Virgílio Alves de Campos, em Campo Grande. Segundo a Polícia Militar, ela circulava pelo local contrariando as regras e teria desacatado a juíza eleitoral, que deu voz de prisão. A mulher foi levada à Polícia Federal e também teria desrespeitado os agentes. Ela usava roupas com identificação partidária, o que é proibido. O TRE ainda não informou outras infrações.
Conforme apurado pela reportagem no local, a situação começou por volta das 9h45, quando a fiscal foi vista circulando pela escola. De acordo com orientações da Justiça Eleitoral, os fiscais partidários deveriam permanecer em uma sala reservada para eles, junto aos demais representantes dos partidos.
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Um servidor da Justiça Eleitoral abordou a mulher para explicar que ela não poderia circular pelo colégio eleitoral daquela forma. No entanto, ela teria desrespeitado a orientação e não retornado à sala. Diante da situação, a juíza eleitoral foi chamada para intervir.
Segundo a Polícia Militar, durante a conversa com a magistrada, a mulher teria dito “você é ridícula”. Ela também teria afirmado “não me toque, eu sou fiscal”, embora, conforme a PM, a juíza não tenha encostado nela. Diante do comportamento da fiscal, a magistrada deu voz de prisão à mulher, que foi encaminhada à Polícia Federal.
Ainda conforme a Polícia Militar, a mulher também teria desrespeitado os policiais federais durante o atendimento da ocorrência.
A fiscal estaria usando roupas com identificação do partido e uma camisa com a imagem de um candidato. As regras da Justiça Eleitoral permitem que fiscais partidários utilizem crachás com nome e identificação da sigla, mas proíbem o uso de vestimentas padronizadas que caracterizem propaganda eleitoral.
A reportagem aguarda retorno da assessoria de imprensa do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Mato Grosso do Sul sobre quais infrações eleitorais, além do desacato, a fiscal cometeu.
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