Capital

Fila de 1,3 mil pacientes para exames do trato urinário é investigada pelo MP

A fila de espera chega a quase 3 anos na rede pública de Campo Grande

Por Izabela Cavalcanti | 15/03/2026 07:42
Fila de 1,3 mil pacientes para exames do trato urinário é investigada pelo MP
Fachada da Santa Casa de Campo Grande; hospital é um dos habilitados para realizar a avaliação urodinâmica (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

A fila de espera na rede pública de Campo Grande para triagem e avaliação para diagnosticar problemas no trato urinário chega a 35 meses, quase 3 anos. Atualmente, 1.393 pacientes aguardam pelo procedimento.

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O MPMS (Ministério Público Estadual),  por meio da 32ª Promotoria de Justiça da Saúde Pública de Campo Grande, instaurou inquérito civil para apurar a demora. 

A avaliação urodinâmica é um exame que analisa o funcionamento da bexiga e do trato urinário inferior para identificar incontinência, obstruções, alterações neurológicas e outras condições que exigem intervenção precoce. 

De acordo com o MPMS, relatórios enviados mostram que, nos últimos 6 meses, foram realizados exames em número muito abaixo do que é necessário para absorver a demanda reprimida.

Os hospitais habilitados para realizar o procedimento são: Santa Casa, Humap (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian), Hospital do Câncer Alfredo Abrão e Hospital São Julião.

Também foi identificada a diferença entre a produção prevista nos contratos e a produção efetivamente realizada, além da falta de informações sobre o fluxo regulatório e os critérios utilizados para priorizar os pacientes.

O MPMS solicitou à Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) dados atualizados da fila, tempo médio de espera, cumprimento das metas contratualizadas e justificativas técnicas para ampliação da oferta.

A SES (Secretaria Estadual de Saúde) também terá que se manifestar sobre a organização do serviço e eventual pactuação na CIB/MS (Comissão Intergestores Bipartite).

Os hospitais contratualizados serão ouvidos para detalhar sua capacidade real de atendimento, produção mensal e limitações estruturais.

 O inquérito está com o acesso restrito em razão de ter dados sensíveis de pacientes, e seguirá sob acompanhamento rigoroso da Promotoria.

O Campo Grande News entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande e aguarda o retorno. 

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