Capital

Ex-secretário de obras, Rudi Fiorese é preso em operação sobre tapa-buracos

Atual diretor-presidente da Agesul, engenheiro é um dos sete presos em ofensiva do MPMS

Por Ângela Kempfer | 12/05/2026 09:21
Ex-secretário de obras, Rudi Fiorese é preso em operação sobre tapa-buracos
Rudi Fiorese em entrevista ao Campo Grande News quando era secretário de obras (Foto: arquivo)

O ex-secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Campo Grande, Rudi Fiorese, foi preso na manhã desta terça-feira (12) durante operação do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), braço do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), que investiga contratos de tapa-buracos e manutenção de vias na Capital. Ao todo, sete pessoas já foram presas na ofensiva.

RESUMO

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Rudi esteve à frente da pasta de 2017 a 2023. Ele saiu da Sisep um ano após Adriane Lopes assumir a prefeitura.

A prisão ocorreu em um apartamento no Edifício Solar das Garças, na Rua das Garças, no Centro da Capital, onde o ex-secretário mora. Segundo relato de vizinhos, cerca de quatro viaturas descaracterizadas chegaram ao local por volta das 6h, com aproximadamente oito agentes do Gecoc.  Ainda conforme os moradores, os policiais entraram no condomínio sem identificação visual imediata, o que inicialmente causou estranhamento entre os moradores.

Por volta das 9h, as equipes desceram do apartamento. Um dos policiais que acompanha a operação entrou com uma caminhonete na garagem do edifício e saiu 5 minutos depois.

Apesar de ter sido preso na condição de ex-secretário da Sisep, Fiorese ocupa desde fevereiro o cargo de diretor-presidente da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), órgão do Governo do Estado responsável pela execução e fiscalização de obras públicas. Ele assumiu a função no Estado em fevereiro deste ano, após anos como servidor comissionado.


A Seilog (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística) esclarece que tomou conhecimento da operação, e reforça que Rudi presta esclarecimentos sobre sua atuação anterior na Secretaria de Obras da Capital, período ao qual a investigação se restringe. 

"A Seilog esclarece que tomou conhecimento da operação, que apura contratos do Município de Campo Grande, e que não é alvo da investigação. A Seilog acompanha o desenrolar da investigação, e está comprometida em adotar todas as medidas necessárias para garantir a lisura e transparência na administração pública", informou o governo em nota.

Nem o ex-prefeito Marquinhos Trad, nem a atual administradora, Adriane Lopes, atenderam aos telefonemas do Campo Grande News. 

Policial sai da Secretaria de Obras com mochila (Foto: Juliano Almeida)

Operação

Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos na Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), no Jardim Monumento. Equipes do Ministério Público recolheram documentos, processos e arquivos ligados aos setores de tapa-buracos e manutenção de vias não pavimentadas.

A movimentação começou ainda nas primeiras horas da manhã e impediu a entrada de servidores no prédio da secretaria antes da abertura do expediente. O MPMS ainda não divulgou oficialmente o nome da operação nem detalhou quais crimes são investigados.

Até agora, o Ministério Público não informou quem são os outros seis presos nem se entre eles há empresários, servidores públicos ou representantes de empresas contratadas pelo município.

A reportagem tenta contato com a defesa de Rudi Fiorese.




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