Capital

Ex-guarda é absolvido da acusação de vender duas pistolas a professor

Ex-guarda municipal acumula 35 anos e quatro meses de condenação em julgamentos da operação Omertà

Por Ana Paula Chuva | 08/03/2025 11:13
Ex-guarda é absolvido da acusação de vender duas pistolas a professor
Ex-guarda municipal durante julgamento sobre morte de Matheus Coutinho (Foto: Henrique Kawaminami | Arquivo)

Acumulando 35 anos e quatro meses de condenações em julgamentos da Operação Omertà, o ex-guarda municipal Marcelo Rios acabou sendo absolvido da acusação de vender duas pistolas calibre 9 milímetros para um professor de escola particular. Para o juiz Márcio Alexandre Wust, da 6ª Vara Criminal de Campo Grande, não há provas suficientes do crime.

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De acordo com a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), a venda das armas aconteceu em maio de 2019 em uma casa na Rua Rodolfo José Pinho. Na ocasião, teriam sido negociadas duas pistolas Glock calibre 9 milímetros, com dois carregadores e oito munições “em desacordo com determinação legal ou regulamentar”.

O comprador das armas era um professor particular que ministra aulas na residência da família Name e queria as pistolas para proteção pessoal. Ainda segundo a denúncia, ele “perguntou a um dos seguranças do local se possuíam uma arma legalizada para venda, ao passo que indicaram a pessoa do denunciado”.  

No entanto, depois da negociação, ele desistiu da compra e pediu a Rios outro modelo de arma. Foi quando o ex-guarda ofereceu uma pistola Glock G19 pelo valor extra de R$ 2 mil e o professor aceitou.

Marcelo Negou ter vendido as armas e apenas o professor confirmou a negociação. O caso foi julgado no dia 19 de fevereiro deste ano e o juiz destacou que os policiais ouvidos em juízo não presenciaram a celebração do contrato de compra e venda.

“Apenas repetem o que o acusado e o professor lhes disseram, e , conjecturam (juízo hipotético conjectural –CPP, art. 213) a materialidade e autoria, com base no que lhes foi relatado. Nada mais”, informa o magistrado.

Além disso, o magistrado pontua que as declarações de “ouviu dizer” não provam a existência do crime declarado. Sendo assim, julgou improcedente a denúncia por falta de provas e absolveu o ex-guarda municipal da acusação. 

Rios já foi sentenciado a 23 anos pela morte de Matheus Coutinho Xavier, 7 anos pelo arsenal encontrado na casa do Monte Líbano e mais 5 anos e quatro meses por integrar organização criminosa chefiada por Jamil Name Filho. 

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