Capital

Estado diz estar em dia com repasses e nega responsabilidade por 13º de hospital

Em nota, secretaria diz que fez repasses extraordinários de forma pontual, como apoio financeiro

Por Silvia Frias | 22/12/2025 11:10
Estado diz estar em dia com repasses e nega responsabilidade por 13º de hospital
Protesto dos funcionários da Santa Casa, esta manhã (Foto: Juliano Almeida)

O governo do Estado informou que está em dia com todos os repasses financeiros à Santa Casa de Campo Grande e negou qualquer responsabilidade pelo pagamento do 13º salário dos funcionários do hospital, em meio à paralisação de trabalhadores por atraso no benefício.

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Por meio da SES (Secretaria Estadual de Saúde), o Estado esclareceu que não existe pactuação que atribua à gestão estadual a obrigação de pagar o 13º salário dos empregados da Santa Casa. Segundo a pasta, em anos anteriores houve repasses extraordinários aos hospitais filantrópicos, de forma pontual, como apoio financeiro, mas sem caráter obrigatório.

Ainda conforme a secretaria, os repasses referentes à contratualização da Santa Casa são realizados regularmente ao município de Campo Grande, sempre até o quinto dia útil. Pela nota, de janeiro a outubro, o Estado repassou R$ 90.773.147 ao hospital, com média mensal de R$ 9.077.314,70. Em novembro, houve acréscimo de R$ 516.515,89, elevando o repasse mensal para R$ 9.593.830,59. O governo afirma que não há atrasos.

Além dos valores contratuais, o Estado informou que já destinou, este ano, R$ 25 milhões à Santa Casa por meio de recursos da bancada federal.

A direção do hospital atribui o atraso a dificuldades financeiras e desequilíbrio contratual e que dependia de repasse do Estado, feito em acordo com a Fehbesul (Federação dos Hospitais Filantrópicos e Beneficentes de MS) e que é aproveitado para quitar o 13º dos funcionários. Sem este recurso, segundo a presidente da instituição, Alir Terra, está sendo negociado empréstimo para cobrir os R$ 14 milhões necessários para este pagamento.

Hoje, funcionários da Santa Casa iniciaram paralisação, com participação de 30% do efetivo, segundo sindicatos ligados aos profissionais. Participam do protesto enfermeiros, técnicos de enfermagem, médicos e profissionais do administrativo e outras áreas, como da limpeza.

O presidente do Siems (Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de MS), enfermeiro Lázaro Santana, disse hoje que a paralisação só acaba com o pagamento do 13º.

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