Em galpão, 13 veículos serão rebocados em operação contra narcotráfico
Local é usado por uma funilaria, na Rua São Borja; operação tem policiais entre os alvos
RESUMO
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A Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram nesta quarta-feira (4) a Operação Ifrit contra uma organização criminosa transnacional, com atuação na fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, no Paraguai. São 76 mandados de busca, 25 de prisão preventiva e um de prisão temporária em sete estados. Em um galpão da Vila Célia, na capital, 13 veículos serão guinchados. O grupo é investigado por tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro e homicídios, e três policiais civis foram afastados.
Dois guinchos foram deslocados para um galpão na Rua São Borja, na Vila Célia, durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão da Operação Ifrit, que investiga a atuação de um grupo criminoso envolvido com tráfico de drogas, comércio internacional de armas e lavagem de dinheiro.
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Segundo informações apuradas pela reportagem, 13 veículos que estão no galpão serão guinchados, entre eles vários Jeeps, uma Mitsubishi Pajero e uma caminhonete S10.
Os policiais federais chegaram antes das 6h, em viaturas descaracterizadas. Ao longo da manhã, outros agentes chegaram ao endereço, em um vaivém de equipes no galpão. Alguns entraram com pés de cabra e ferramentas para arrombamento. Um deles afirmou que “estouraram uma caixa”.
Conforme dados da Redesim (Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios), do governo federal, o endereço está vinculado a uma empresa que presta serviços de lanternagem, funilaria e pintura de veículos.
Um homem, que seria o proprietário da oficina, chegou por volta das 7h30 para trabalhar e se surpreendeu com a movimentação. “Não sei o que está acontecendo. Estou vendo meu portão aberto, estou chegando pra trabalhar”, afirmou. Ele não recebeu autorização para entrar e foi orientado pelos policiais federais a deixar o local.
A PF (Polícia Federal) e a Receita Federal deflagraram, nesta quarta-feira (4), a Operação Ifrit para combater uma organização criminosa transnacional que atuava principalmente na fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, no Paraguai. A ação ocorre em Mato Grosso do Sul e outros seis estados, com o cumprimento de 76 mandados de busca e apreensão, 25 de prisão preventiva e um de prisão temporária. Também foram determinadas três medidas de monitoração eletrônica e o afastamento de três policiais civis de suas funções.
Segundo as investigações, a organização era liderada por um núcleo familiar e contava com a participação de agentes de segurança pública, incluindo policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul e um policial rodoviário federal. O grupo é investigado por tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, sequestros, torturas, atentados e homicídios. As apurações apontam que drogas e armas eram obtidas na Bolívia, no Peru e no Paraguai para distribuição no Brasil, além do envio de drogas à Europa, principalmente para Espanha e Portugal.

O empresário Adel Hassan Haidar, de Ponta Porã, integrante de uma família conhecida na região de fronteira com o Paraguai, está entre os alvos da Operação Ifrit. Ele é sócio-administrador de uma empresa que atua no setor de hospedagem e possui atividades cadastradas no comércio de veículos. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a participação específica atribuída ao empresário, a medida judicial dirigida a ele ou eventual prisão.
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