Capital

“Ele implorou pela vida”: irmã relata execução de jovem dentro de casa

Câmera de segurança registrou quatro disparos às 22h26 durante o ataque na Rua João Alves Pereira

Por Bruna Marques e Victória Costacurta | 05/11/2026 08:04


RESUMO

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“Ele entrou correndo, pedindo socorro e implorando pela vida”. O relato é da irmã de Wendrel Daniel Santos de Souza, de 27 anos, que presenciou o assassinato do rapaz na noite desta quarta-feira (4), dentro da própria residência, na Rua João Alves Pereira, no Parque do Lageado, em Campo Grande. O jovem foi executado a tiros na frente da mulher, de 25 anos, que também estava no imóvel.

Câmera de segurança instalada nas proximidades registrou o barulho dos disparos às 22h26. No áudio, é possível ouvir quatro tiros. A irmã contou que, inicialmente, ouviu três disparos e pensou que fossem rojões. Logo depois, percebeu que o irmão havia sido baleado.

Segundo ela, Wendrel correu para dentro da casa em busca de ajuda, enquanto pedia para não ser morto e tentava sensibilizar o atirador, dizendo que tinha uma filha pequena. Mesmo diante dos apelos, o criminoso continuou as agressões.

Conforme o relato da irmã, após atirar diversas vezes contra o jovem, o suspeito ainda deu coronhadas na cabeça dele e o atingiu com o próprio capacete, mesmo quando a vítima já estava caída no chão.

A mulher afirmou que não sabe o que teria motivado o assassinato. Ela descreveu o irmão como uma pessoa tranquila, que não costumava se envolver em confusões e nunca havia comentado sobre possíveis ameaças.

A família acredita que o crime tenha sido planejado. De acordo com a irmã, uma vizinha contou que um motociclista passou mais de três vezes pela rua, observando a residência antes do ataque. Uma câmera de segurança instalada na esquina teria registrado as passagens.

“Ele implorou pela vida”: irmã relata execução de jovem dentro de casa
Irmã de Wendrel relata momentos de terror ao presenciar o assassinato do jovem (Foto: Juliano Almeida)

Para a mulher, os criminosos esperaram o momento em que Wendrel estivesse sozinho para invadir o imóvel. Ainda conforme o relato, dois homens chegaram em uma motocicleta. Um deles entrou na residência, enquanto o outro permaneceu do lado de fora. A irmã disse que presenciou toda a ação e também foi vista pelos suspeitos, mas não foi atingida.

O assassinato também não foi o primeiro ataque contra integrantes da família em menos de dois meses. Outro irmão de Wendrel, de 18 anos, foi baleado na região. Ele foi atingido por dois disparos e precisou ficar internado.

Wendrel Daniel Santos de Souza foi morto a tiros dentro da própria residência, no Parque do Lageado (Foto: Direto das Ruas)

Abalada, a irmã contou que a mãe não consegue sequer entrar novamente na residência onde o filho foi morto. Após receber a notícia da morte, Orilene chegou a desmaiar.

A família organiza uma vaquinha para arrecadar dinheiro e custear o velório, o caixão e o sepultamento.

O crime - Conforme o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por um homem que informou que Wendrel havia sido alvejado por vários disparos de arma de fogo. O comunicante relatou que não presenciou o ataque, mas ouviu o barulho de uma motocicleta seguido de diversos tiros.

Na sequência, ele viu uma mulher pedindo socorro para o rapaz ferido. Diante da situação, foi solicitado atendimento médico de emergência e o comparecimento de uma equipe policial ao endereço.

Local onde ocorreu a execução de Wendrel Daniel Santos de Souza, de 26 anos, dentro da própria residência, no Parque do Lageado (Foto: Juliano Almeida)

O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), por meio da Unidade de Suporte Avançado foi acionado para atender a ocorrência. Wendrel morreu ainda no local.

Segundo informações preliminares, os dois suspeitos chegaram em uma motocicleta Yamaha Factor preta. Um deles foi descrito como baixo e de cabelo cacheado. O outro vestia camiseta azul-clara. Um dos homens desceu da moto, invadiu a residência e atirou contra a vítima. Depois, a dupla fugiu.

A Polícia Civil investiga o homicídio para identificar os responsáveis e esclarecer a motivação. Até o momento, não há informações sobre prisões.

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