Capital

Diretor de consórcio chega à prefeitura após paralisação de motoristas

Reunião deve tratar do pagamento de vale aos trabalhadores; sindicato não foi convidado para participar

Por Viviane Oliveira e Izabela Cavalcanti | 22/10/2025 09:12
Diretor de consórcio chega à prefeitura após paralisação de motoristas
Themis de Oliveira chega à Prefeitura na manhã desta quarta-feira para reunião (Foto: Henrique Kawaminami)

O diretor-presidente do Consórcio Guaicurus, Themis de Oliveira, chegou à Prefeitura de Campo Grande às 9h07 desta quarta-feira (22) para uma reunião emergencial após a paralisação dos motoristas do transporte coletivo. 

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Ele não quis se pronunciar antes do encontro, mas adiantou que a reunião não será com a prefeita Adriane Lopes (PP). “Provavelmente será com secretário de Governo”, afirmou, acrescentando que ainda não há uma definição sobre a solução do impasse. Themis chegou apressado, com papéis nas mãos.

A pauta do encontro deve ser o pagamento do vale dos motoristas, que deveria ter sido depositado no último dia 20. O STTCU (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo e Urbano de Campo Grande) informou que não foi convidado para a reunião.

Ele não quis se pronunciar antes do encontro, mas adiantou que a reunião não será com a prefeita Adriane Lopes (PP)(Foto: Henrique Kawaminami)

Campo Grande amanheceu sem transporte coletivo nesta quarta-feira. Os motoristas atrasaram o início da circulação em protesto pelo não pagamento do vale, situação que as empresas atribuem à inadimplência da Prefeitura com as obrigações contratuais. Há anos o Consórcio Guaicurus alega enfrentar dificuldades financeiras. 

Além das constantes disputas judiciais, o contrato de concessão do transporte coletivo também foi alvo de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) realizada pela Câmara de Vereadores, cujo relatório final foi apresentado no mês passado.

O documento apontou uma série de descumprimentos contratuais, entre eles o envelhecimento da frota e a falta de substituição dos veículos. As empresas sustentam que não conseguem cumprir as exigências sem uma repactuação do contrato. Atualmente, a idade média dos ônibus é de 8,5 anos, acima do limite de cinco anos previsto em contrato, e a CPI estimou uma depreciação acumulada de R$ 94 milhões entre 2016 e 2024.

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