Capital

Defesa Civil pede ajuda para mapear estragos após tempestade na Capital

Prefeitura mobiliza secretarias para atender ocorrências; moradores podem ligar para o 199 ou 156

Por Guilherme Cavalcante | 10/09/2026 19:00


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A Defesa Civil de Campo Grande pediu que moradores comuniquem os estragos provocados pela tempestade desta quinta-feira (10) para mapear os pontos atingidos e definir as prioridades de atendimento.

Segundo o chefe do órgão, Eneas Netto, os danos foram grandes, mas a extensão dos prejuízos ainda não havia sido dimensionada. “A tempestade foi muito intensa e os danos foram enormes, mas ainda não temos a totalidade e nem conseguimos identificar ainda as prioridades. Pedimos que o cidadão acione a Defesa Civil para que a gente possa mapear os problemas com mais facilidade”, afirmou.

Conforme Eneas, todas as secretarias municipais estão mobilizadas e de prontidão desde as 10h para atender às ocorrências. As equipes vão atuar em conjunto com a Energisa, Corpo de Bombeiros e outros órgãos parceiros. “Toda a estrutura da prefeitura está operacionalizada para atender as ocorrências”, declarou.

O contato com a Defesa Civil pode ser feito pelo telefone 199, com ligação gratuita. Devido à instabilidade nas linhas, a prefeitura também informou ter disponibilizado o canal da Ouvidoria-Geral como alternativa para receber os chamados, pelo número 156.

O pedido de colaboração ocorre enquanto os estragos se acumulam em diferentes regiões da cidade. Mais cedo, o Campo Grande News constatou rastro de destruição pela cidade, como árvores que caíram sobre carros e motocicletas e bloquearam vias como as avenidas Mato Grosso e Afonso Pena.

Na Mato Grosso, uma árvore atingiu um Hyundai HB20 próximo à Rua Frederico Soares. Na Rua 13 de Maio, ao lado do Cemitério Santo Antônio, a queda atingiu várias motos estacionadas. Na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Universitário, parte do forro de PVC caiu sobre a área de espera da recepção, e pacientes foram retirados do local. Vidros laterais também caíram.

Em nota, a Prefeitura de Campo Grande também reforçou que está com equipes em campo, em regime de prontidão.

"As frentes de trabalho percorrem as regiões mais afetadas, mapeando ocorrências e pontos críticos e atuando de forma integrada para atender as demandas e minimizar os impactos causados pela chuva. Em situações de risco, como alagamentos ou quedas de árvores, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 156", traz a comunicação.

Mais estragos - A ventania também arrancou parte da cobertura da Plataforma Cultural, na Esplanada Ferroviária, e derrubou tapumes metálicos da obra do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul. A estrutura foi arrastada para a Avenida Calógeras, prejudicando a circulação de veículos.

Na Avenida Ernesto Geisel, na região do Guanandi, o letreiro do Fort Atacadista caiu sobre a pista. Houve ainda registro de granizo na região do São Bento e de corredores alagados no campus da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). [Confira a reportagem](). A falta de energia atingiu diferentes bairros, entre eles Amambai, Guanandi, Jardim Veraneio, Vila Margarida e Centro.

Semáforos apagados também complicaram a volta para casa. Pelo aplicativo, a Energisa comunicou a clientes a realização de desligamentos emergenciais para manutenção da rede e informou que equipes trabalhavam para restabelecer o fornecimento.

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