Capital

Decreto prevê contratações temporárias e remanejamento de servidores na Saúde

Ele tem caráter emergencial, vale por 90 dias e foi publicado neste sábado (26) pela Prefeitura da Capital

Por Cassia Modena | 26/04/2025 11:09
Decreto prevê contratações temporárias e remanejamento de servidores na Saúde
Saguão de espera cheio na UPA Coronel Antonino (Foto: Osmar Veiga/Arquivo)

A Prefeitura de Campo Grande publicou, logo após reunião na manhã deste sábado (26), decreto de emergência motivado pela falta de leitos e superlotação de unidades de saúde, que são reflexos do crescimento dos casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave).

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Segundo o documento disponível no Diário Oficial de Campo Grande, está autorizada a contratação temporária de profissionais de saúde e o remanejamento de servidores da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) para atender locais com maior necessidade.

Além disso, o decreto permite que o Município compre materiais e contrate serviços essenciais sem ter que abrir licitação. 

Fica permitido, ainda, assinar aditivos de contratos e convênios administrativos já em andamento quando favorecer o enfrentamento da SRAG. 

Reunião com a prefeita Adriane Lopes (de costas) autorizou a publicação do decreto nesta manhã (Foto: Gabriela Couto)

3 mil atendimentos - O decreto também traz dados sobre a situação na rede pública de Campo Grande, sendo um deles a média de 3 mil atendimentos diários em unidades de saúde na análise de três semanas.

"Os números de atendimentos totais nos pronto atendimentos de Campo Grande, através de relatório de atendimentos do COE (Centro de Operações Especiais), que apontam a alta quantidade, mais de 3 mil atendimentos/dia, nas semanas epidemiológicas 15, 16 e 17", diz um trecho.

Na comparação entre fevereiro e abril de 2024 e 2025, a prefeitura calculou aumento significativo na quantidade de casos registrados. "Houve um aumento expressivo de 125% dos casos respiratórios no mês de abril em relação ao mês de fevereiro", continua o decreto.

Casos de SRAG - O documento destaca também que a quantidade de casos de SRAG superou 1 mil, cita os quadros em crianças e conclui que a demanda supera a capacidade da rede pública municipal.

"O uso de oxigênio em crianças nas unidades apresentou um aumento expressivo. Que na semana epidemiológica 17 estamos com 1.048 casos de SRAG, sendo um aumento considerável em crianças abaixo de 4 anos (482 casos). Que o cenário tem gerado superlotação dos leitos da rede própria e contratualizada, ultrapassando a capacidade instalada", finaliza a justificativa.

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