Capital

Corpus Christi terá missa na Praça do Rádio e procissão por 1,2 km

Mais de 3 mil voluntários vão confeccionar os tapetes; celebração marca o jubileu dos 2025 anos de nascimento

Por Kamila Alcântara e Gustavo Bonotto | 18/06/2025 07:39
Corpus Christi terá missa na Praça do Rádio e procissão por 1,2 km
Jovens participam da decoração das ruas durante celebração do Corpus Christi. (Foto: Arquivo/Alex Machado)

A celebração de Corpus Christi, na próxima quinta-feira (19), terá programação especial em Campo Grande. A missa será realizada às 15h, na Praça do Rádio Clube, com expectativa de reunir mais de 50 mil fiéis. Após a celebração, haverá procissão com o Santíssimo Sacramento pelas ruas do Centro.

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Segundo o padre Cléber Rosa, coordenador arquidiocesano de pastoral, a solenidade deste ano ganha significado especial por integrar as comemorações do Jubileu da Encarnação, que marca os 2025 anos do nascimento de Jesus. A data foi instituída pelo Papa Francisco e tem como tema “Peregrinos da Esperança”, inspirado na carta de São Paulo aos Romanos.

“É um momento único para a Igreja. Celebramos a presença real de Jesus na Eucaristia e saímos pelas ruas para proclamar: Jesus Cristo é o Senhor do céu e da terra”, afirma o sacerdote.

O padre Cléber Rosa, em entrevista ao Campo Grande News. (Foto: Juliano Almeida)

A preparação da celebração começa ainda na madrugada de quinta-feira, com a confecção dos tapetes por cerca de 3 mil voluntários. O trajeto da procissão terá 1,2 km, passando pela Avenida Afonso Pena, Rua 13 de Maio e Rua Fernando Corrêa da Costa, encerrando em frente ao Memorial da Cultura.

As cores dos tapetes este ano seguirão a identidade visual do jubileu, com tons de verde, vermelho, amarelo, branco e azul. “As paróquias têm liberdade para criar os desenhos, mas todos estarão unidos na proposta do jubileu da esperança”, destaca o padre.

Além da procissão, a programação inclui visitas do Santíssimo Sacramento a penitenciárias e hospitais. “É uma forma de levar conforto e esperança também a quem está em situação de sofrimento”, explica Cléber Rosa.

"Privilégio", define padre sobre manifestações de fé nas ruas da Capital. (Foto: Juliano Almeida)

Participação dos jovens - O padre também ressaltou o envolvimento da juventude católica na celebração. “Eles são maioria entre os voluntários. A presença dos jovens na Igreja cresce a cada ano e isso nos enche de esperança. A Igreja é jovem”, diz.

Natural de Itajaí (SC), o sacerdote compartilhou uma lembrança marcante da infância. “Na minha cidade natal, a paróquia central é dedicada ao Santíssimo Sacramento. Lembro da emoção de ouvir os oito sinos da igreja tocarem durante toda a procissão. Aqui em Campo Grande, a celebração também é muito bonita, cheia de fraternidade, fé e esperança.”

Para ele, em um mundo marcado por guerras e conflitos, poder sair às ruas para celebrar a fé é um privilégio. “Enquanto tantos vivem em meio à violência, nós podemos caminhar juntos, livres, proclamando que Jesus está vivo na Eucaristia. Não há nada que pague essa liberdade”.

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