Capital

Complexo esportivo do Jardim Santa Emília ajudou até na geração de renda

Um mês após a entrega, o espaço atrai moradores de diversos bairros para passeio e atividades esportivas

Por Judson Marinho | 08/06/2026 12:54
Complexo esportivo do Jardim Santa Emília ajudou até na geração de renda
O Complexo Esportivo do Santa Emília possui quadra coberta, brinquedos para as crianças e pista de skate (Foto: Paulo Francis)

Inaugurado pela Prefeitura de Campo Grande na noite de 4 de abril, o Complexo Esportivo do Jardim Santa Emília, localizado na Rua Antônio Ignacio de Souza, já se consolidou como um dos principais pontos de lazer da região sul da Capital. É o tipo de investimento que mostra o quanto esse tipo de uso de verba pública movimenta muito mais que diversão.

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Um mês após a entrega, o espaço atrai moradores de diversos bairros, movimenta o comércio informal e oferece uma nova opção de convivência para famílias e crianças.

Com quadras, pista para atividades esportivas e área de recreação, o complexo tem recebido visitantes diariamente. O movimento aumenta nos fins de semana e feriados, quando moradores aproveitam a estrutura para praticar esportes, passear e reunir a família.

A fotógrafa Meire Raldes, de 69 anos, moradora do Coophavila II, conta que já visitou o local pela segunda vez para levar o neto.

“Lá no nosso bairro não temos nada parecido. A gente fica procurando um lugar para passear e nos falaram dessa praça. É tudo novo, as crianças se divertem. Se todo bairro tivesse uma praça igual essa seria muito bom. Meu neto vem andar de patins e a estrutura ajuda bastante”, afirmou.

Fotógrafa Meire Raldes em entrevista para o Campo Grande News (Foto: Paulo Francis)

O adolescente Murilo Pereira, de 15 anos, morador do Santa Emília, destaca que o complexo trouxe uma alternativa de entretenimento para as crianças da região.

“Ficou legal para as crianças brincarem. Toda hora tem gente aqui. Não tinha muito entretenimento para elas. O que preocupa é o pessoal não cuidar. Já tem garrafas e lixo espalhados. É uma coisa pública, todo mundo tem que preservar”, comentou.

Além do lazer, o complexo também vem gerando oportunidades para pequenos empreendedores. O vendedor de espetinhos Matheus Mendes Padilha, de 26 anos, morador do Jardim Batistão, relata que o fluxo constante de visitantes tem ajudado nas vendas.

“O movimento está muito bom. A praça fica lotada praticamente todos os dias. A gente chega por volta das três ou quatro da tarde e fica até a noite. As vendas estão indo bem e o ambiente é familiar. Tem bastante apoio da Guarda Civil Metropolitana e do gestor da praça, o que ajuda muito”, disse.

Matheus Mendes preparando os espetinhos para venda na churrasqueria (Foto: Paulo Francis)

Segundo ele, o movimento cresceu ainda mais durante o feriado prolongado. Um dos destaques foi um evento realizado no último domingo, que distribuiu cerca de 1.500 cachorros-quentes para as crianças.

Quem também encontrou uma oportunidade de renda foi a vendedora de açaí Pamela Lopes, de 28 anos, moradora do Caiobá. Ela começou a trabalhar no local logo após a inauguração.

“Quando vi a praça inaugurada, pensei que seria uma oportunidade. Estou há um mês vendendo açaí aqui e achei ótimo. O movimento é muito bom, principalmente às sextas, sábados e domingos. As famílias vêm passear e isso ajuda bastante quem trabalha com vendas”, relatou.

Pamela com o carrinho onde vende açai no Complexo esportivo da praça do Santa Emília (Foto: Paulo Francis)

Para Pamela, espaços públicos como o complexo são fundamentais para a cidade.

“No meu bairro não existe uma estrutura assim. É maravilhoso. Quanto mais espaços desse tipo forem construídos, melhor para as famílias e para quem tem crianças”, destacou.

Apesar da aprovação dos frequentadores, moradores apontam desafios que precisam ser enfrentados para garantir a conservação do espaço. A principal preocupação é evitar atos de vandalismo e garantir manutenção constante.

Morador do Santa Emília há nove anos, o pintor Jaziel Lima dos Santos, de 34 anos, acredita que algumas melhorias podem tornar o local ainda mais seguro e funcional.

“Seria importante colocar mais lixeiras, porque o pessoal joga muito lixo no chão. Também falta uma estrutura adequada para o funcionário que cuida da praça. Outra questão seria fechar melhor o espaço para evitar acidentes entre bicicletas e crianças. Isso aumentaria a segurança”, avaliou.

Morador do Santa Emília, Jaziel Lima dos Santos (Foto: Paulo Francis)

Jaziel também chama atenção para a situação das ruas do entorno. Segundo ele, a maior parte do bairro ainda não possui pavimentação.

“Se asfaltarem as ruas ao redor da praça vai melhorar 100%. Aqui atrás tem posto de saúde e muitas vias sem asfalto. Tem muita poeira e barro. O investimento na praça ficou bonito, mas o entorno ainda precisa de bastante coisa para completar o projeto”, afirmou.

A reivindicação é compartilhada por outros moradores. Embora a Rua Antônio Ignacio de Souza e os principais acessos sejam asfaltados, diversas ruas da região seguem sem pavimentação, criando um contraste com a nova estrutura esportiva.

Mesmo com os desafios, o balanço do primeiro mês é considerado positivo. O complexo se tornou ponto de encontro para moradores de diferentes bairros, fortaleceu o comércio local e ampliou as opções de lazer para a população da região sul de Campo Grande.

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