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Com tumor no cérebro e fêmur quebrado, pacientes esperam cirurgia na Santa Casa

Relatos recebidos pela reportagem apontam que tempo de internação ultrapassa duas semanas

Por Cassia Modena | 06/10/2026 11:58
Com tumor no cérebro e fêmur quebrado, pacientes esperam cirurgia na Santa Casa
Motociclista sofreu acidente no domingo e está em maca aguardando cirurgia desde então (Foto: Direto das Ruas)

Relatos de pacientes que esperam por semanas para fazer cirurgias urgentes, mas constantemente marcadas e remarcadas, seguem chegando ao Direto das Ruas com relação à Santa Casa. 

RESUMO

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Nesta terça-feira (6), Juliana Rodrigues Cramolish procurou a reportagem para contar que a sogra, Izabel Cristina Ferreira, 60, tem um tumor no cérebro e deu entrada em 19 de setembro no hospital para ser operada. 

"Eles fazem assim: de segunda a sexta-feira, ela fica de jejum entre 23h e 16h. Quando chega a hora no outro dia, eles falam que não tem anestesista e cancelam", conta Juliana.

Izabel é professora e está tratando o problema de saúde na rede pública. A família toda está apreensiva com a cirurgia e revoltada com a demora. "Estamos vivendo uma situação muito angustiante. Minhas cunhadas foram na Ouvidoria e até agora nada", diz. 

Professora espera por cirurgia cerebral desde 19 de setembro (Foto: Direto das Ruas)

O Campo Grande News também recebeu o relato do caso de Luís Fernando Floriano da Silva. Ele sofreu um acidente de moto no último domingo (4) e ainda não conseguiu realizar uma cirurgia no fêmur fraturado. Segundo a esposa, com quem a reportagem não conseguiu novo contato até a publicação desta matéria, a operação já foi adiada mais de uma vez.

"Ele está sentindo muita dor e tontura, além de apresentar inchaço na perna que vem aumentando. Também está em dieta zero, aguardando uma definição sobre o procedimento, e os próprios manuseios realizados pela enfermagem acabam piorando a dor", ela contou.

A esposa pede um posicionamento do hospital. "O paciente está com sintomas importantes e precisamos de uma resposta sobre quando e onde o procedimento será realizado e quais providências serão tomadas diante da piora do quadro", finalizou. 

A assessoria de imprensa da instituição foi questionada sobre a espera prolongada dos pacientes e respondeu que apenas que os profissionais responsáveis pelas anestesias não estão parados, mas há um impasse com relação aos contratos.

"As tratativas com os anestesiologistas seguem em andamento. As partes envolvidas concordaram com a prorrogação do prazo por mais 30 dias, conforme nota emitida por eles, período em que as negociações continuam sendo conduzidas de forma transparente e responsável, com objetivo de construir uma solução consensual que atenda aos interesses dos profissionais e, principalmente, assegure a continuidade e a qualidade da assistência prestada à população. Neste momento, não há definição sobre a deflagração de greve, uma vez que o diálogo permanece aberto e evoluindo positivamente", esclareceu em nota.

Santa Casa - O hospital enfrenta crise financeira que recai sobre a programação de cirurgias, pelo menos, desde o ano passado. Greves e falta de materiais já foram apontadas à reportagem anteriormente como causa. 

Atualmente, a Santa Casa enfrenta também crise institucional iniciada pela Operação Antidotum, do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), que investiga fraudes e desvios de dinheiro em contratos. 

Matéria editada às 16h01 para adicionar nota da Santa Casa.

Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.

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