Capital

Com forte esquema de segurança, Palermo passa por audiência e vai para presídio

No currículo, o narcotraficante tem histórico de “façanhas criminais"

Por Aline dos Santos e Bruna Marques | 28/05/2026 09:39

Com forte esquema de segurança, o narcotraficante Gerson Palermo, que foi recapturado na Bolívia após seis anos foragido, passou por audiência de custódia no Fórum de Campo Grande, na Rua da Paz. O procedimento nesta quinta-feira (dia 28) analisou a legalidade da prisão.. 

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A escolta, que buscou o preso na Superintendência da PF (Polícia Federal), na Vila Sobrinho, tinha cinco viaturas da PPF (Polícia Penal Federal). Quatro ficaram na área externa, com policiais fortemente armados. Após a audiência, ele seguiu para a Penitenciária Federal de Campo Grande. 

"Não compete a este Juízo apreciar a manutenção ou não da prisão, uma vez que não se trata de hipótese de flagrante delito, limitando-se o presente ato à verificação da preservação dos direitos e garantias constitucionais do custodiado, bem como à validade e vigência da ordem de prisão, a qual se encontra regularmente em vigor, conforme se extrai do respectivo mandado judicial, estando, portanto, devidamente assegurada", afirma o juiz Valter Tadeu Carvalho.

No currículo, Palermo tem histórico de “façanhas criminais” e a derrocada de um desembargador do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). O crime mais ousado foi em 16 de agosto de 2000, quando sequestrou um Boeing da Vasp. Já o episódio que levou à punição do desembargador Divoncir Schreiner Maran foi em abril de 2020. 

O traficante, que já foi liderança da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), acumula pena de mais de 120 anos. Na operação All In, realizada pela PF em 2017, o chefe do tráfico foi sentenciado a 59 anos, nove meses e um dia de prisão. Na Justiça do Paraná, são mais 60 anos de pena 

A recaptura recoloca Palermo no centro de investigações envolvendo o crime organizado. Conforme divulgado anteriormente, a localização dele na Bolívia ocorreu após apuração iniciada em outubro do ano passado, quando a Polícia Civil investigava o suposto sequestro da própria filha do narcotraficante, em Campo Grande, em meio a uma disputa envolvendo R$ 50 mil atribuídos ao narcotráfico

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