Capital

Com drone térmico, PF faz batidas contra grupo ligado a 2,9 toneladas de cocaína

O roteiro da investigação na Capital incluiu residência e estabelecimento comercial

Por Aline dos Santos, Geniffer Valeriano e Inez Nazira | 02/06/2026 08:10


RESUMO

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A PF (Polícia Federal) fez “batidas” em quatro pontos de Campo Grande durante a operação Mens Occulta, que investiga quadrilha com base em Minas Gerais e suspeita de movimentar R$ 70 milhões. A PF usou drone com sensor térmico nas ações. 

O roteiro na Capital incluiu residência e estabelecimento comercial. Mas, enquanto imagens da operação mostram muito luxo em outros pontos do Brasil, as cenas em Campo Grande revelam que o tentáculo em MS é mais modesto. As equipes passaram por cômodos com entulho ou depósito de pneus. 

A reportagem foi a um dos locais na Rua Casa Grande, no Jardim São Conrado. A garagem de caminhões ocupa metade do lote. O imóvel tem muro baixo e um grande portão. Uma moradora do bairro comentou que é comum a movimentação de caminhões.

“A gente vê movimento, entra e sai de caminhão, mas não sabemos o que seja, fica naquilo ‘cada um cuida da sua vida’. A gente só imagina, aqui no bairro tem várias ‘bocas’, a gente nem se espanta mais", diz a moradora. 

De forma extraoficial, a informação é de que um boliviano foi preso em Campo Grande, mas a prisão ainda não foi confirmada. 

Em Corumbá, na fronteira com a Bolívia, foram duas ordens de busca. A operação apreendeu celulares em Mato Grosso do Sul. 

O grupo criminoso é suspeito de movimentar R$ 70 milhões em valores sem lastro, nos últimos cinco anos. Conforme a investigação da Operação Mens Occulta, eles utilizavam empresas de fachada para adquirir bens de luxo, como ranchos, apartamentos, cavalos de raça, embarcações e veículos. 

Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas, de formação de organização criminosa e de lavagem de dinheiro.

Ao longo das investigações, em 11 flagrantes lavrados contra a organização criminosa, foram apreendidas cerca de 2,9 toneladas de cocaína, provenientes de Corumbá. O grupo criminoso tem base em Uberlândia (MG). 

São 49 mandados de busca e apreensão e 25 de prisão preventiva. A operação acontece em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo. 

A ofensiva conta com a participação de 230 policiais federais. A operação foi autorizada pela Subseção Judiciária de Uberlândia (Tribunal Regional Federal da 6ª Região).

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Matéria editada às 10h45 para acréscimo de informações

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