Capital

Com crise de leitos, MP orienta levar crianças até para outros estados

Mais de 70 pessoas já morreram por Síndrome Respiratória Aguda Grave em Campo Grande

Por Kamila Alcântara | 01/05/2025 17:14
Com crise de leitos, MP orienta levar crianças até para outros estados
Fila de espera era grande na UPA Moreninhas em 29 de abril; cenário hoje ainda não é de melhora (Foto: Arquivo/Juliano Almeida)

Diante da situação de emergência causada pelo aumento dos casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em Campo Grande, o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) orientou que, se necessário, crianças sejam transferidas até para outros estados. A medida foi tomada após a constatação da falta de leitos pediátricos e de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) nas unidades de saúde e hospitais da Capital.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

A recomendação foi feita nesta semana, durante reunião entre as Promotorias de Justiça de Saúde, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) e o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que discutiu a ampliação dos leitos pediátricos e de UTI infantil.

Conforme apontado pelo MPMS, muitas crianças estão sendo mantidas em condições inadequadas em UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), CRS (Centros Regionais de Saúde) e prontos-socorros, por falta de vagas específicas. 

Por isso, o órgão recomendou que, na ausência de leitos públicos, os pacientes sejam transferidos para a rede privada, outras cidades do Estado e, em último caso, para outros estados do país — com garantia de transporte adequado, inclusive com UTI aérea para crianças e seus responsáveis.

Durante a reunião, a Sesau informou que Campo Grande registra 1.048 casos notificados de SRAG, com 72 mortes confirmadas. A secretaria também apresentou um painel de monitoramento da cobertura vacinal de 2025, que aponta a aplicação de 69.123 doses da vacina contra a influenza, resultando em uma cobertura de 18,51%.

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.

Veja Mais