Capital

Clínica e ótica são interditadas e funcionário é levado à delegacia

Empresas funcionavam sem alvará, e técnico em optometria é investigado por exercício ilegal da profissão

Por Bruna Marques | 27/10/2026 11:24
Clínica e ótica são interditadas e funcionário é levado à delegacia
Aviso de suspensão temporária de atividade afixado na entrada da Clínica Nova Visão, na região central de Campo Grande (Foto: Direto das Ruas)

A Clínica Nova Visão e a Ótica Vitales, alvos de fiscalização por suspeita de venda casada, foram interditadas na manhã desta terça-feira (27), na Rua 13 de Maio, região central de Campo Grande, por falta de alvará de funcionamento. Durante a ação da Vigilância Sanitária, do Procon e da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo), um funcionário foi levado à delegacia por suspeita de exercício ilegal da profissão. Ele será ouvido e liberado.

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O funcionário atua como técnico em optometria. Conforme a apuração, a função não permite a realização de consultas, atividade que exige profissional habilitado. Ele confirmou que fazia os atendimentos. Uma receita assinada e carimbada por ele foi apreendida durante a fiscalização.

Os estabelecimentos também são investigados para apurar se pertencem ao mesmo proprietário.

Ótica Vitales, localizada na Rua 13 de Maio, na região central de Campo Grande, foi interditada durante fiscalização realizada nesta terça-feira (Foto: Direto das Ruas)

A Clínica Nova Visão oferece exame de vista gratuito e anuncia lentes para óculos com 70% de desconto e armação gratuita, desde que o cliente faça os óculos na Ótica Vitales, localizada ao lado da clínica.

A venda casada ocorre quando o consumidor é obrigado a comprar um produto ou serviço para ter acesso a outro. A prática é proibida pelo Código de Defesa do Consumidor, conforme o artigo 39, inciso I, que impede o fornecedor de condicionar a venda de um item à aquisição de outro.

Policial da Decon durante fiscalização na Clínica Nova Visão e na Ótica Vitales, no centro de Campo Grande (Foto: Victória Costacurta)

A fiscalização deve apurar se a oferta condiciona o exame gratuito, os descontos nas lentes e a gratuidade da armação à compra na ótica indicada, restringindo a liberdade de escolha do consumidor.

A reportagem esteve no local, mas não conseguiu contato com o responsável pelos estabelecimentos. O espaço segue aberto para manifestação.

[*] Alterada às 12h30 para correção de informação.

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