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Capital lança 7 pontos de descarte para evitar criadouros do mosquito da dengue

Locais de começam a operar nesta segunda-feira (1º) e permanecem até 31 de janeiro

Por Mylena Fraiha e Raíssa Rojas | 01/12/2025 10:45
Capital lança 7 pontos de descarte para evitar criadouros do mosquito da dengue
Água acumulada em potes facilita a reprodução do mosquito da dengue; materiais como esse poderão ser descartados nos pontos estabelecidos pela Sesau (Foto: Arquivo/Campo Grande News).

As sete regiões urbanas de Campo Grande passam a contar, a partir desta segunda-feira (1º), com pontos provisórios de descarte de materiais que possam acumular água e servir de criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. A iniciativa marca o início da segunda fase do programa “Meu Bairro Limpo”, promovido pela Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) em parceria com outras pastas e começa justamente no período de intensificação das chuvas.

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O lançamento foi realizado hoje (1) na Escola Municipal Professor Ernesto Garcia de Araújo, no Nova Campo Grande e reuniu agentes de saúde, servidores de diferentes secretarias, lideranças comunitárias e moradores da região. A ação abre uma série de atividades que se estenderão até 31 de janeiro, com previsão de percorrer toda a Capital.

Durante o lançamento, pelo menos 20 agentes participaram da atividade, além de voluntários vestidos como um casal de mosquitos Aedes aegypti para chamar a atenção das crianças.

Serão instalados sete pontos provisórios de coleta, um por região urbana, todos com estrutura fornecida pela Solurb. A proposta é permitir que os moradores depositem itens de pequeno e médio porte que possam acumular água, como baldes, potes, pneus, vasos, garrafas, bacias, brinquedos quebrados, sacolas e filmes plásticos não aproveitáveis.

Entretanto, os pontos não aceitarão alguns materiais, como móveis (sofás, camas, colchões e armários) e eletrodomésticos (geladeiras, freezers, fogões, máquinas de lavar), podas de árvores, entulhos de construção civil (concreto, tijolos, telhas), materiais perigosos (pilhas, baterias, lâmpadas fluorescentes, óleos lubrificantes, tintas) e pneus de grande porte de uso industrial ou agrícola.

A cada semana, a estrutura será deslocada para outro bairro dentro da mesma região, seguindo calendário definido pela Sesau. Após o período, os materiais recolhidos serão encaminhados aos ecopontos para triagem e destinação final.

A Sisep (Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos) ficará responsável pela retirada periódica dos resíduos, de acordo com o cronograma, para garantir que os locais não se transformem em novos pontos irregulares de descarte. Veja abaixo o cronograma dos pontos de descarte. 

Arte: Thainara Fontoura.

Durante a abertura da nova etapa do programa, o gerente de controle vetorial da Sesau, Rubens Bittencourt, explicou que o mutirão inicia pela Região Urbana do Imbirussu devido ao histórico de registros de chikungunya em 2024 e ao alto índice de focos intradomiciliares.

“É importante entender que grande parte dos criadouros está dentro das residências. Não é só calçada ou terreno baldio. É o pratinho da planta, o potinho do animal, a caixa-d’água destampada, o balde esquecido no quintal. O morador tem um papel fundamental no combate ao mosquito”, destacou o gerente de controle vetorial da Sesau.

Rubens reforçou ainda que a intenção da prefeitura é percorrer todas as áreas mapeadas, inclusive setores ainda sem agente fixo. “O que a gente prevê é visitar toda a cidade. Onde houver necessidade, vamos reforçar a rota de inspeção". 

A superintendente de Vigilância em Saúde, Veruska Lahdo, explicou que esta é a segunda edição do programa em 2024 e ocorre em um cenário mais favorável, já que Campo Grande registra hoje o menor número de notificações de dengue dos últimos cinco anos. Mesmo assim, o período chuvoso exige alerta máximo.

“A maior parte dos casos é registrada justamente nos meses de calor e chuva. Por isso, estamos antecipando mutirões, ampliando visitas domiciliares e reforçando as orientações. O agente vai até duas vezes por ciclo, mas a vistoria diária é responsabilidade do morador”, afirmou. Ela destacou ainda que nos fins de semana haverá ações especiais.

Conscientização — Paralelamente às inspeções, equipes da Sesau também realizam ações educativas com crianças e moradores. Durante o lançamento, havia estandes na escola onde agentes explicaram o ciclo de vida do mosquito, mostraram larvas e orientaram sobre a eliminação de criadouros.

Agentes explicam o ciclo de vida do mosquito Aedes aegypti para estudantes da Reme (Foto: Raíssa Rojas). 

O chefe do Serviço de Educação em Saúde da Sesau, Vagner Ricardo dos Santos, afirmou que a escola foi escolhida estrategicamente. “Trazer essa discussão para o ambiente escolar é fundamental. A criança leva informação para casa, mobiliza a família e ajuda a criar uma cultura de prevenção. O start da ação depende desse apoio setorial.”

Representando a prefeita Adriane Lopes (PP), o secretário especial de Articulação Regional, Darci Caldo, ressaltou que a participação das lideranças comunitárias influencia diretamente no sucesso da campanha. "A prefeita [Adriane Lopes] pede para envolver os moradores. Temos que fazer chegar no Zé Pereira, no Jardim Aeroporto e em outros bairros."

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